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SSP investigará se indígena preso pilotava lancha que naufragou no AM, matando policial federal

'Eu ainda não posso falar sobre o caso porque ainda não recebi nenhuma informação oficial', disse Sérgio Fontes, chefe do órgão 11/03/2015 às 09:34
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Cidade fica a 852 quilômetros de Manaus
Joana Queiroz Manaus (AM)

O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, determinou que fossem instaurados procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias em que aconteceu o naufrágio da lancha do plano da Estratégia Estadual de Segurança na Fronteira (Esfron), ocorrido na quinta-feira (5) no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros  de Manaus), que teve como vítima fatal o agente da Polícia Federal Roberval Vasconcelos. “Eu ainda não posso falar sobre o caso porque ainda não recebi nenhuma informação oficial”, disse Fontes.

O acidente aconteceu por volta das 19h30, quando o major Glaubo e seus amigos retornavam para a cidade. A lancha, que estava sendo pilotada por um preso de justiça, um índio identificado pelo sobrenome de Melgueiro da Silva, preso em 2008 pela Polícia Federal, virou por cima do agente federal, que afundou e só foi encontrado na manhã de sábado (7).

Nesta terça-feira (10), o delegado da Polícia Civil de São Gabriel da Cachoeira, Gustavo Sotero, disse que estava de férias e no dia do ocorrido não estava na cidade, mas que já instaurou inquérito para apurar os fatos. De acordo com Sotero, há informação que os ocupantes da lancha estavam fazendo patrulhamento no rio quando a embarcação naufragou. “Ainda estou colhendo informações sobre o caso”, disse Sotero.

A CRÍTICA teve acesso a informações que a embarcação que deveria estar fazendo patrulhamento pelos rios na fronteira estava sendo usada pelo comandante da Companhia Independente da Polícia Militar, major Glaubo Rubens Alencar, e o seu comandante identificado como capitão Yuri, para transportá-los com suas esposas e amigos para um almoço de confraternização que aconteceu em um restaurante localizado na “Ilha do Sol”, em frente à cidade.

Segundo a assessoria da SSP-AM, a voadeira estava em deslocamento de uma comunidade para a sede do município quando naufragou. Os outros passageiros estão bem, segundo a Marinha. Entre os passageiros estavam um major e capitão da PM, informou a SSP-AM.

De acordo com informações conseguidas por A CRÍTICA, na embarcação havia oito pessoas, entre elas, o major Galubo e esposa, o capitão Yuri e esposa, a advogada Suely Ambrósio que conseguiram sobreviver.

Resgate

O resgate do corpo de Roberval foi feito pelos colegas da Polícia Federal, comunitários, além de policiais militares. No local não há Corpo de Bombeiros. Nesta terça-feira, A CRÍTICA tentou falar com o major Glaubo e o capitão Yuri por telefone, mas o major Heleno e o soldado Carlos disseram que eles não estavam na companhia e que não podiam falar sobre o acidente, bem como não podiam fornecer seus telefones pessoais.

Por meio de nota, a Marinha do Brasil informou que, assim que tomou conhecimento do acidente, uma equipe de inspetores navais do destacamento fluvial do município começou a apurar o fato e iniciar as buscas.

De acordo com a Marinha, a embarcação foi encontrada a aproximadamente de quatro quilômetros de distância do local do naufrágio por volta das 23h. Em nota, a SSP-AM ressaltou que a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública irá instaurar processo administrativo para investigar as causas do acidente.

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