Sábado, 20 de Abril de 2019
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SAÚDE

Substância da goma pode gerar até câncer, diz pesquisador

Doutor em Química e Análise Orgânica, Raimundo Nascimento alerta que a cianidrina, presente na farinha de tapioca, pode trazer doenças


03/04/2017 às 05:00

Uma pesquisa do doutor em Química e Análise Orgânica, Raimundo Nascimento, afirma que a farinha  usada como a goma da tapioca podem ser totalmente prejudicial à saúde. Tudo por conta da substância química cianidrina encontrada em algumas análises. Essa substância ataca células nervosas, causa danos nas funções dos pulmões e dos rins, e pode colaborar no desenvolvimento do câncer no sistema digestivo.

 O pesquisador sempre gostou de morar em áreas rurais, para produzir a própria agricultura. Quando começou a plantar mandiocas no terreno, cutias (mamíferos roedores) começaram a visitar com mais frequência a plantação. Elas se alimentam de todo o miolo da mandioca e sempre deixavam as cascas.

“Fiquei curioso pra entender o motivo de elas deixarem a casca. Comecei a fazer vários estudos e análise foi quando encontrei a cianidrina. Esta substância no organismo se transforma em acetona e em ácido de cianídrico. Totalmente prejudicial à saúde. Minha curiosidade foi mais além e comecei a analisar nossas farinhas no geral como também a goma da tapioca e a cianidrina se fez presente”, contou.

A cianidrina também se faz presente na casca da macaxeira. No caso da macaxeira, quando ela é cozida há situações que a substância chega a penetrar no miolo. “Nesses casos é possível saber, pois a cianidrina deixa a macaxeira cozida meio amargo. Logo, não aconselho o consumo”, reforçou.

Preocupado com a presença da substância na goma e na farinha, Raimundo chegou a procurar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentou a própria pesquisa, mas de acordo com ele, nada foi feito. “Seria necessário realizar um trabalho de conscientização com os produtores de farinha e goma. É muito fácil evitarmos a cianidrina, só basta retirar a casca, mas isso não tem sido feito pelos produtores. Poderíamos evitar muitas doenças, mas é necessário ter uma intervenção do órgão da saúde, até o momento nada foi feito”, explicou.

Outra preocupação do pesquisador é o consumo cada vez mais da goma. “A cada dia a tapioca tem entrado nos cardápios nutricionais brasileiros. Estou há anos tentando alertar para a substância, mas não tenho tido voz. Algo tão simples pode ser feito para evitar sérios problemas na saúde e até o momento não temos um posicionamento da agência de vigilância sanitária. Por enquanto, oriento a população evitar o máximo do consumo desses produtos ou produzirem por conta própria, sem esquecer de retirar a casca”, disse.

Caso
 Na última semana, a pesquisa do doutor em Química e Análise Orgânica,  Raimundo Nascimento, foi citada em um artigo e nas mídias digitais por um engenheiro  civil do Rio Grande do Norte, José Narcelio Marques Sousa. O engenheiro relatou que em sua última estada em Portugal, ele viajou sentindo uma persistente dor no estômago. Alguns dos sintomas estava relacionados com o consumo diário de tapioca.

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