Sexta-feira, 25 de Junho de 2021
RETOMADA DE PAUTA

Suframa deve voltar a apreciar projeto da LG no final do mês de junho

A retirada de pauta do projeto na última semana gerou mal-estar entre classe empresarial e políticos amazonenses



show_SUFRAMA_12345_BA46BF50-3ACC-49FF-89C1-80A688CF5785.jpg Foto: Divulgação
05/05/2021 às 12:20

O projeto da LG Eletronics do Brasil, retirado de pauta do Conselho Administrativo da Suframa (CAS) pelo secretário de competitividade, emprego e produtividade do Ministério da Economia, Carlos Costa, voltará para aprovação dos membros da autarquia na reunião programada para o dia 30 de junho. 

A informação é da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) que ainda afirmou a possibilidade da aprovação ser adiantada, caso seja convocada uma reunião extraordinária ou o Ministério da Economia “sugira a análise de matérias de conteúdo específico”, conforme o artigo 16, parágrafo VI do Regimento Interno do CAS.



Na última quarta-feira (28), a decisão monocrática do secretário gerou mal-estar entre a classe empresarial e os políticos amazonenses. A atitude foi classificada como um novo ataque do Ministério da Economia à Zona Franca de Manaus (ZFM), uma vez que o secretário representava o próprio ministro, Paulo Guedes.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, disse que é equivocada a justificativa do secretário em fazer a correlação entre valor do investimento com os postos de trabalho. 

“Em um momento desse você tem que olhar a cadeia. Todo processo que isso envolve. Porque por exemplo, a LG encerrou em São Paulo as atividades, mas trouxe para cá parte disso. Nesse projeto além do investimento gigantesco que ela irá fazer, ele iria gerar em torno de 80 empregos diretos. Quando ela faz isso primeiro ela está preservando os empregos que aqui já existe e vai gerar mais empregos com a cadeia de fornecimento”, explicou o empresário.

Essa mudança no rito do CAS, segundo Azevedo, pode gerar a insegurança jurídica e afugentar empresas que pretendem investir na região, um processo que segundo ele é típico de Paulo Guedes quando preza pela abertura econômica forçando a desindustrialização do Brasil.

“Quando você pensa em abrir a economia você está desindustrializando o nosso país e transportando os empregos que eram daqui e vocês está gerando lá fora. Isso atinge a indústria nacional como um todo e se ele não vier para cá não pense que ele vai para outra região do país”, contou.

A mesma proposta da multinacional sul-coreana foi aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), órgão ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), um dia após a reunião do CAS.

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