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Suplentes podem ser transformados em senadores sem participar de eleições no AM

Os suplentes dos candidatos a senador pelo AM podem usufruir de todas as benesses do Senado quando forem convocados para substituir os titulares. Nas eleições de 2014, há apenas uma vaga ao Senado em disputa no AM, a de Alfredo Nascimento 06/09/2014 às 10:59
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Nenhum dos suplentes dos seis postulantes a uma vaga no Senado esse ano já foi eleito ou teve o nome testado nas urnas
Janaína Andrade ---

Os candidatos a senador pelo Amazonas contam com todas as qualidades possíveis que seus companheiros de chapa podem ter, menos a de puxadores de votos. Nenhum dos suplentes dos seis postulantes ao Senado esse ano já foi eleito ou teve o nome testado nas urnas.

Para o ex-governador e candidato ao senado, Omar Aziz (PSD), o fato de seu primeiro suplente, o médico Helder Cavalcante (PR), nunca ter tido mandato, não diminui a força de sua candidatura, e que o que determinou a escolha do médico como seu suplente foi o fato dele ser alguém “respeitado por toda a sociedade amazonense”. “Ele (Helder Cavalcante) ocupou cargos na administração pública, é respeitado como profissional”, analisou Omar.

O médico Helder Cavalcante, primeiro suplente de Omar, ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde (Semsa) por duas vezes. “Mandato eleitoral eu nunca ocupei, mas já fui secretário municipal de saúde em duas ocasiões, na primeira, o prefeito era o Manoel Ribeiro e na segunda era o Alfredo Nascimento”, afirmou.

“Acho que nenhum candidato aceitaria um suplente que em vez de agregar fosse lhe tirar votos. Acho que apesar de nunca ter ocupado um cargo político por eleição, eu sou um médico que atua há mais de 30 anos, trabalhei na Fundação de Medicina Tropical, hoje estou na Fundação Alfredo da Mata e sou bem visto no Estado, não tiro votos do Omar, pelo contrário”, pontuou Helder.

Candidato ao senado pela coligação “Renovação e experiência”, o deputado federal Francisco Praciano (PT) defende que “não há dúvida” que a escolha do advogado trabalhista, Jorge Guimarães (PT), para a vaga de primeiro suplente foi correta. “Sem dúvida nenhuma, o Jorge Guimarães é um bom nome para ser meu primeiro suplente”, disse Praciano, destacando a forte relação de Guimarães com os movimentos sindicais.

Segundo Guimarães, no PT, suplente não se esconde. “É minha primeira eleição. Participei de uma eleição há muitos anos para o diretório municipal do PT. Essa é uma missão partidária, já tive a oportunidade de participar do governo federal, durante o primeiro mandato do presidente Lula, no Ministério do Trabalho e Emprego, e o nosso projeto de uma candidatura para o Senado está ligado à campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. E a gente tem uma tradição no partido de uma participação dos suplentes no mandato, no PT, suplente não fica escondido”, atestou.

Candidato ao Senado pelo PSB, o vereador Marcelo Serafim tem como primeiro suplente o administrador Eduardo Cogo (PSB). Para ele, mais importante do que agregar votos ou possuir dinheiro, o primeiro suplente deve ter identidade. “As pessoas sempre usam como critério para escolher os suplentes aqueles que agreguem muitos votos ou que tenham muito dinheiro. Estou optando por um suplente que tenha identidade com o nosso projeto político”, justificou Serafim.

No PMN, tanto o candidato ao Senado, Jonatas Almeida, quanto à suplente, Cristiane Campos, nunca foram eleitos para qualquer cargo político. Segundo Jonatas, apesar de anônimos, “a intenção agora é criar uma nova geração política para retirar esse grupo que governo o Amazonas há mais de 30 anos”. A reportagem tentou contato com os candidatos e primeiros suplentes dos partidos PSTU e PSOL, mas não foi atendida.

Suplentes que herdaram o cargo

Eleito senador em 1990, Amazonino Mendes (PDT) passou um ano no Senado. Eleito prefeito de Manaus, ele entregou o posto de senador ao suplente, o paulista Gilberto Miranda, que exerceu todo o mandato até 1999.

Em 2007, o petista João Pedro herdou a vaga de Alfredo Nascimento (PR) no Senado. Naquele ano, Alfredo foi nomeado ministro dos Transportes do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso o senador Eduardo Braga (PMDB) consiga se eleger para o Governo do Estado esse ano, quem deverá ocupar a cadeira no Senado será a esposa dele, Sandra Braga, que é sua primeira suplente.

Se Sandra não quiser ocupar o posto, assumirá o segundo suplente, o empresário do fábrica no Polo Industrial de Manaus, Lírio Albino Parisotto. Ele foi eleito o político mais rico do Brasil pela revista norte-americana Forbes, com uma fortuna estimada em U$$ 1,9 bilhão (algo em torno de R$ 4 bilhões).

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