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Suposto mandante dos ataques em Paris é morto em operação, diz governo francês

Mentor dos atentados que mataram 129 pessoas na sexta-feira (13), em Paris, é um belga de 28 anos que viajou à Síria em 2014 e, depois, retornou 19/11/2015 às 12:05
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Abdel Hamid Abaaoud, belga de 28 anos, suposto mentor dos atentados em Paris
Agências Paris

O suposto mentor dos ataques que mataram 129 pessoas em Paris, na semana passada, está entre os mortos de uma operação policial em um subúrbio da capital francesa realizado ontem, disse um promotor de Paris em nota nesta quinta (19).

Abdelhamid Abaaoud, militante belga de 28 anos, foi acusado de orquestrar os ataques coordenados com tiros e homens-bomba na capital francesa, na sexta-feira (13).

Cidadão belga, Abaaoud viajou para a Síria em 2014 para se juntar ao grupo extremista Estado Islâmico, mas as autoridades sabiam que tinha regressado à Europa pelo menos uma vez.

A polícia primeiramente pensou que ele estivesse na Síria, mas as investigações levaram a uma casa em Saint-Denis, subúrbio de Paris, e oficiais fortemente armados entraram no prédio e iniciaram uma intensa troca de tiros.

“Abdel Hamid Abaaoud foi formalmente identificado, após comparação de digitais, como morto durante operação (policial)”, disse o promotor em nota. “Foi o corpo que encontramos no prédio, coberto de balas”.

Operação policial

A operação das Forças Especiais francesas, lançada na madrugada dessa quarta-feira em Saint-Denis, que se prolongou por sete horas, buscava capturar Abaaoud, após dados do inquérito, obtidos por meio de escutas, vigilância e testemunhos, “fazerem crer” que o “cérebro” dos ataques estava no apartamento visado pelas forças especiais, explicou o procurador François Molins.

Na operação morreram duas pessoas, ambas no interior do apartamento cercado pela polícia, uma mulher que acionou explosivos que levava no corpo e um homem, agora identificado como Abaooud, atingido a tiro pela polícia.

Recrutamento

Estado Islâmico transformou o aplicativo de mensagens móveis Telegram em ferramenta de marketing, informou autoridades. O Telegram, criado pelo exilado fundador da rede social mais popular da Rússia, fez sucesso em muitas partes do mundo como uma maneira ultra segura de fazer upload rápido e compartilhar vídeos, textos e mensagens de voz.

Ele conta com 60 milhões de usuários ao redor do mundo. A ferramenta foi introduzida em setembro e se tornou o método preferido para o Estado Islâmico transmitir notícias e compartilhar vídeos de vitórias militares ou sermões, de acordo com pesquisadores de segurança.

Alex Kassirer, um analista contra o terrorismo da empresa privada de inteligência Flashpoint, sediada em Nova York, disse que o Estado Islâmico usa os canais de transmissão do Telegram para enviar mensagens que visam o recrutamento, a inspiração e a motivação.

O EI tem agora três ou quatro dúzias de canais por funções do Telegram, como um tipo de serviço de releases de imprensa, disse Rita Katz, diretora do serviço de monitoramento de extremistas SITE Intelligence Group, sediado em Bethesda, Maryland.

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