Domingo, 25 de Agosto de 2019
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Susam emite nota técnica para reforçar “estado de alerta” para casos suspeitos de ebola

Técnicos da Secretaria de Estado de Saúde tem recebido treinamento do Ministério da Saúde, além de kits para a coleta de material biológico e equipamentos especiais de segurança individual



1.jpg Fundação de Medicina Tropical, no Dom Pedro, é unidade especializada em doenças epidemiológicas
11/10/2014 às 10:05

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), expediu nota técnica nesta sexta-feira (10) para toda a rede de assistência – pública e privada – do Estado, reforçando o “estado de alerta” e o protocolo de notificação imediata de casos suspeitos de ebola.

De acordo com o secretário estadual de Saúde em exercício, José Duarte dos Santos Filho, a medida complementa o trabalho de preparo da rede, que vem sendo realizado em parceria com o Ministério da Saúde e as secretarias municipais, desde que foi configurada a epidemia da doença nos países da África, colocando em alerta a saúde pública mundial. “Nota com o mesmo teor já havia sido enviada a toda a rede, no mês passado. Temos atuado, também, com as vigilâncias epidemiológicas dos municípios para alinhar esse protocolo de notificação”, afirmou o secretário.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso suspeito da doença no Brasil, em um homem de 47 anos, oriundo da Guiné. O caso foi notificado pela cidade de Cascavel, no Paraná. O paciente foi removido para o Rio de Janeiro. O Ministério ainda aguarda os resultados de exames laboratoriais que poderão confirmar ou descartar o diagnóstico. A previsão é de que os resultados dos exames, cujas amostras foram coletadas no Rio de Janeiro e encaminhadas para análise ao Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), saiam em 24 horas.

Treinamento

O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, explica que, semanalmente, os técnicos do órgão têm participando das videoconferências promovidas pelo Ministério da Saúde para atualização dos dados epidemiológicos e alinhamento de medidas referentes à possibilidade de introdução de casos suspeitos de ebola no País.

De acordo com Bernardino, o Estado recebeu do Ministério da Saúde kits – nos padrões de segurança adequados - para a coleta de material biológico, em casos de pacientes com suspeita da doença. “Em relação aos equipamentos especiais de segurança individual – os chamados EPIs - que eventualmente precisem ser utilizados por equipes de saúde para o manejo de pacientes com suspeita de ebola – já dispomos de um número mínimo, que adquirimos por ocasião dos preparativos para a Copa do Mundo, em junho, e estamos em processo de aquisição de mais equipamentos”, informou o diretor.

Bernardino disse que, além da Nota Técnica, estão sendo encaminhados à rede de assistência, arquivos digitais com vídeos disponibilizados pelo Ministério da Saúde que reforçam medidas de biossegurança. “É importante replicar essas informações e colocá-las à disposição das equipes de saúde”, frisou o diretor. Ele destaca que o vírus ebola não é transmitido pelo ar, água ou alimentos, mas sim pelo contato direto com o sangue e fluidos corporais do doente, ou superfícies contaminadas por esses fluidos. “Não há transmissão durante o período de incubação da doença”, destacou.

Na manhã desta sexta-feira, em entrevista coletiva à imprensa, o ministro Arthur Chioro procurou tranqüilizar a população e disse que a situação está sob controle, assegurando que as autoridades de saúde do Paraná obedeceram rigorosamente ao protocolo de notificação do caso suspeito de ebola e que o tempo resposta de todo o sistema de vigilância foi totalmente adequado.


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