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Susam justifica falhas no sistema e anuncia mudanças nos atendimentos em saúde para 2016

Em coletiva na tarde desta terça-feira, o secretário Pedro Elias de Souza destacou que a crise pegou de surpresa o Estado, mas garantiu que, mesmo assim, o Amazonas investiu mais na saúde pública do que os demais Estados brasileiros 29/12/2015 às 18:26
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Secretário ressaltou que foi gasto além do previsto com o setor da saúde este ano no Amazonas
kelly melo Manaus (AM)

Após o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) ter apresentado um dossiê aos ministérios públicos Estadual (MP-AM) e Federal (MPF) apontando o caos na saúde pública do Amazonas, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) afirmou, no início da tarde desta terça-feira (29), que o Amazonas foi o Estado do Brasil que mais investiu no setor em 2015.

O secretário da Susam, Pedro Elias de Souza, reconheceu que há problemas no sistema e afirmou que a crise financeira também afetou a área da saúde. “Essa crise não estava prevista e nós tivemos uma queda na arrecadação do estado de quase R$ 2 bilhões. Se isso não impactar  o estado que mais investe do tesouro estadual na saúde, não sei o que impactaria.  O que nós estamos tentando fazer, e com muito esforço, é adequar o nosso orçamento à nossa demanda”, justificou o secretário

Pedro Elias afirmou ainda que o Estado investiu de R$ 540 milhões a mais na pasta que  previsto para este ano. Segundo ele, o orçamento inicial da pasta era de aproximadamente R$ 2,2 bilhões, e está fechando o ano com investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões.

“É o maior orçamento do País. Se for para comparar, basta olhar para o restante do País e verificar como até a saúde foi afetada pela crise e o Amazonas, obviamente, não ficou fora disso.  Se nós  observamos, que já destinamos mais de 540 milhões adicionais  para 2015, está claro que estamos fazendo nossa parte. Têm estados numa situação muito mais crítica do o Amazonas”, disse ele.

Ainda conforme Pedro Elias, para  2016, a prioridade será  planejar, readequar e priorizar os atendimentos da saúde do estado e melhorar o sistema de gestão.

Uma das mudanças emergências previstas, segundo o secretário, será a o repasse extra e emergencial de R$ 10 milhões de para a Fundação  Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) para a compra de medicamentos,  quimioterápicos, produtos de saúde em geral. A previsão é de que o processo de compras sejam concluídos nos próximos 30 dias.

Sobre o atraso dos pagamentos dos funcionários entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, das 47 cooperativas médicas que prestam serviços à Susam, Elias informou que 50% foi pago nesta terça e que a outra metade será quitada até a primeira quinzena de janeiro. 

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