Publicidade
Cotidiano
SAÚDE PÚBLICA

Susam paga dívidas da Cema e começa a repor medicamentos nas unidades de saúde

O estoque da Cema foi recebido pela atual gestão com déficit de 1.100 itens, dos 1.592 que compõem a lista de medicamentos e insumos que são fornecidos às 120 unidades de saúde do estado, na capital e interior 11/12/2017 às 20:58
Show cema
Metade dos produtos já está sendo adquirida e outra metade será adquirida em regime de urgência, com dispensa de licitação. Foto: Susam/Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), que abastece as unidades de saúde da rede pública, deu início ao processo de compra dos itens necessários para recompor os estoques, recebidos pela atual administração da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), com apenas 30% da necessidade.

O estoque da Cema foi recebido com déficit de 1.100 itens, dos 1.592 que compõem a lista de medicamentos e insumos que são fornecidos às 120 unidades de saúde do estado, na capital e interior. Destes 1.100 itens, 535 possuem ata de registro de preço e já estão sendo adquiridos.

De acordo com o secretário  Francisco Deodato, por determinação do governador, a Comissão Geral de Licitação (CGL) está dando prioridade aos processos licitatórios da Cema, de forma a regularizar o abastecimento de medicamentos, o mais rápido possível.

Os outros 525 itens que não possuem ata de registro de preços, segundo ele, serão adquiridos em regime de urgência, por meio de processo de dispensa de licitação, em quantidade suficiente para o período de dois meses, para que a população não fique sem medicamentos. O coordenador da Cema, Olavo Tapajós, explica que esse período de dois meses é suficiente para a CGL concluir os procedimentos legais, para retomar a compra dos 525 itens por meio de licitação. O trabalho, disse ele, já está em andamento.

“Temos vários pregões, alguns abertos e outros programados, no intuito de cobrir esses itens que estavam fora das atas”, disse o coordenador. A aquisição destes itens deve ser concluída até janeiro de 2018.

Olavo ressaltou  que a nova administração, ao assumir, em outubro, recebeu a Cema com uma dívida de R$ 17 milhões, herdada de gestões passadas e com os fornecedores recusando-se a entregar novos produtos, por causa dos pagamentos em atraso. Em apenas dois meses da nova gestão, a Susam já pagou R$ 13 milhões dessa dívida, reconquistando a confiança dos fornecedores. “Esperamos encerrar o ano de 2017 com uma situação completamente diferente da que recebemos, dando tranquilidade para a população”, afirmou.

Publicidade
Publicidade