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Susam reúne técnicos para alinhar ações de enfrentamento de possíveis casos de Chikungunya

O secretário Wilson Alecrim destacou que, no caso do Amazonas, é necessário considerar, ainda, o risco de introdução do vírus pela da BR-174, que liga o Estado a Roraima e a Venezuela 14/11/2014 às 20:12
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37 dos 62 municípios amazonenses estão sendo considerados prioritários no Plano de Contingência do Chikungunya
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) realizou nesta sexta-feira (14) um encontro técnico para alinhamento das ações que estão planejadas para garantir a detecção precoce e de resposta rápida para possíveis casos da febre Chikungunya no Estado.

A reunião foi presidida pelo secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, e contou com a presença do secretário municipal de Saúde de Manaus, Homero de Miranda Leão Neto, dos diretores-presidentes da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Graça Alecrim, e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, e coordenadores técnicos das duas instituições.

Até o momento, o Amazonas registrou dois casos “importados” – como são chamados os registros de pessoas que adquiriram a doença em outro país – e nenhum de transmissão local. Mesmo assim, o Estado já se prepara para uma possível chegada da febre Chikungunya, que já tem registro de transmissão local no Sul e no Nordeste brasileiro.

Alecrim destacou que, no caso do Amazonas, é necessário considerar, ainda, o risco de introdução do vírus pela da BR-174, que liga o Estado a Roraima e a rota de acesso para países como a Venezuela, que tem várias cidades em situação de epidemia de Chicungunya.

“Temos de estar preparados e com as ações alinhadas para uma atuação integrada entre o Governo e as prefeituras, que é a melhor estratégia para o controle da doença, e uma atenção qualificada aos pacientes”, disse o secretário, na abertura da reunião.

Alecrim ressaltou ainda que, na próxima semana, estará em Brasília para cumprir agenda do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do qual é presidente, e pretende ter em mãos, para apresentar ao Ministério da Saúde, um levantamento das necessidades do Estado neste processo de preparação da rede de vigilância e assistência, para um possível número elevado de casos de Chikungunya.

Pelo mapeamento da FVS, 37 dos 62 municípios amazonenses estão sendo considerados prioritários no Plano de Contingência do Chikungunya, incluindo aqueles com índices mais expressivos de presença do Aedes aegypti e do Aedes albopictus (os dois vetores da doença nas zonas urbana e rural, respectivamente) e os que estão em áreas de fronteira.

O diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, explicou que a instituição tem cumprido uma agenda intensa de capacitações de profissionais das redes pública e particular de saúde, com o objetivo de reforçar as informações para a identificação e notificação precoce dos casos suspeitos de Chikungunia, bem como os protocolos de manejo clínicos dos pacientes. Duas dessas capacitações, marcadas para o dia 25 deste mês, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-AM) e para os dias 27 e 28, na sede da FMT-HVD, terão como público-alvo os médicos.

Um dos encaminhamentos da reunião desta sexta-feira foi a necessidade de reforçar o processo de capacitação dos profissionais que atuam nas chamadas portas de entrada da rede de urgência, formada pelos Serviços de Pronto-Atendimento (SPAs), Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e Pronto-Socorros.

Em Manaus, de acordo com o secretário Homero de Miranda Leão Neto, a quase totalidade dos médicos e demais profissionais de saúde da Atenção Básica já recebeu o treinamento sobre a febre Chikungunya. Ele acrescentou que, na próxima semana, uma ampla campanha de mídia deve ser lançada pela Prefeitura de Manaus, para orientar a população sobre o tema.

Alecrim também destacou a importância de novamente envolver as secretarias de Educação, as empresas e as instituições religiosas no trabalho de conscientização da população sobre a importância do combate ao Aedes aegypti. “Todos os anos, quando chega este período, nos preocupamos em evitar a proliferação deste mosquito, porque todos sabem que ele é o vetor da dengue. É necessário passar para a população a mensagem de que neste ano, a preocupação tem de ser redobrada, uma vez que o mesmo Aedes aegypti é também o transmissor da Chikungunya”, ressaltou o secretário.

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