Publicidade
Cotidiano
Notícias

Suspeita de comprar votos em 2014, Nair Blair é presa pela PF ao desembarcar em Manaus

Justiça havia negado pedido de viagem da empresária ao exterior no ano passado; ela já havia sido prisa em 2014, mas pagou fiança 03/01/2016 às 15:33
Show 1
Em 2014, a acusada foi presa pela Polícia Federal em uma reunião com pastores por suspeita de compra de votos
acritica.com* Manaus (AM)

A empresária Nair Queiroz Blair foi presa na tarde de sábado (2) ao desembarcar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A informação foi confirmada por um agente da Polícia Federal lotado no terminal. A Superintendência Regional do órgão, no entanto, não deu mais informações sobre a prisão.

Nair é suspeita de ter participado de um esquema de compras de votos na eleição de 2014. Durante a campanha eleitoral, ela chegou a ser presa, mas pagou fiança e foi liberada.

No ano passado, ela acionou a Justiça solicitando o reembolso dos R$ 36,2 mil pagos como fiança e mais R$ 7,7 mil apreendidos pela Polícia Federal durante a campanha e autorização para viajar para fora do Estado e para o exterior. À época, os pedidos foram negados pelo juiz da 2ª Zona Eleitoral de Manaus Alcides Vieira Filho.

Nair Blair é presidente da organização não governamental que recebeu R$ 1 milhão do Governo do Amazonas para prestar serviços de Segurança durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol. Ela  foi presa pela Polícia Federal em uma reunião com pastores evangélicos  por suspeita de compra de votos.

Em março de 2015, o programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou matéria acusando a campanha de José Melo (Pros) à reeleição de compra de votos. Recibos exibidos na reportagem foram atribuídos à contabilidade da campanha dele.

Na ocasião, o governador respondeu às acusações dizendo que "qualquer pessoa poderia fazer aquilo (recibo). Nenhum dos recibos tem qualquer assinatura”, disse Melo.

O irmão do governador, Evandro Melo, que coordenou a campanha de Melo, foi apontado pela reportagem como uma das pessoas que teria assinado recibos de dinheiro repassado a eleitores em troca de votos. Melo negou a idoneidade dos documentos. “Nenhum dos recibos tem qualquer assinatura, seja dele (Evandro Melo), seja minha, ou seja de qualquer outra pessoa ligada ao meu comitê”, afirmou o governador.

A reportagem insinuou que o dinheiro utilizado para a suposta compra de votos teria origem em um contrato firmado entre o Estado e a Agência Nacional de Segurança e Defesa (ANSD), a dois dias da abertura da Copa do Mundo. O serviço custaria R$ 1 milhão, de acordo com a reportagem, e seria para “implementação de solução tecnológica de monitoramento em tempo real móvel” durante a Copa.

A ANSD é dirigida por Nair Queiroz Blair e o serviço foi solicitado pelo secretário executivo Adjunto de Grandes Eventos (Seasge), coronel Dan Câmara.

Melo negou que Nair Blair tenha prestado serviço aos comitês de campanha dele. “Ela não era coordenadora de campanha, nem subcoordenadora, não era nada disso. Agora, se você dissesse: “Ela trabalhou?”, só ela pode dizer. Só sei que nos meus comitês ela não trabalhou em nenhum deles. Ela foi pega naquela reunião com os pastores, conforme a reportagem mostrou”, disse.

*Com informações dos repórteres Kelly Melo, Aristide Furtado e Janaína Andrade

Publicidade
Publicidade