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Suspeita de morte por ebola no Amazonas é descartada pelas autoridades de saúde

De acordo com a Fundação de Medicina Tropical (FMT), informações divulgadas são improcedentes. Nenhum caso da mortal epidemia que assola a África foi registrado no Brasil até o momento 07/10/2014 às 23:30
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Prédio da Fundação de Medicina Tropical, no Dom Pedro
Acyane Do Valle Manaus (AM)

O Ministério da Saúde e as autoridades de Vigilância Sanitária e de Saúde do Estado do Amazonas declararam ontem que trata-se de boato a informação que circulou em redes sociais de que um belga teria morrido em Manaus com suspeita de ter contraído o vírus ebola.

“É improcedente a informação”, afirmou a direção da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), que realizou o atendimento do paciente, por meio de nota. O Ministério da Saúde também não confirmou a existência do caso no Amazonas ou recebeu qualquer tipo de comunicado de paciente suspeito no Estado até o momento e reforçou que o Brasil adotou medidas de prevenção, principalmente nos portos e aeroportos, para evitar a entrada do vírus no País. O MS enfatizou que, desde agosto, têm surgido muitos boatos sobre existência de casos em vários Estados. “No Brasil, até o momento, não há caso suspeito ou confirmado de ebola e o risco de transmissão para o País é considerado baixo”, ressaltou o MS, por meio da assessoria de imprensa.

A morte do estrangeiro, que causou os boatos nas redes sociais em Manaus, aconteceu no dia 25 de setembro passado, de acordo com a FMT-HVD. A unidade atendeu o belga, que morava há 20 anos no Amazonas, mas sem histórico de viagem a países africanos. O nome dele não foi revelado, mas o homem deu entrada na Fundação de Medicina Tropical em estado gravíssimo, com quadro sugestivo de septicemia (infecção generalizada). “Exames realizados no paciente identificaram a presença de um abscesso na região do joelho, com coleta de material positivo para a bactéria estafilococos. O quadro de septicemia causado pela referida bactéria também foi confirmado por meio de exame de sangue (hemocultura)”, conforme trecho da nota.

O paciente permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, mas o quadro evoluiu para óbito na mesma data da internação. Apesar de o estrangeiro morar no Amazonas há muitos anos, o Consulado da Bélgica em Manaus não tinha sido comunicado do falecimento do compatriota, de acordo com o cônsul honorário Hugo Deschoolmeester.

Espírito Santo

Na quinta-feira passada, o Ministério da Saúde descartou a possibilidade de ebola em paciente atendido no porto de Vitória. O homem, de 47 anos, estava em navio de bandeira Francesa, vindo de Cabo Verde, na África Ocidental, com o quadro diarréico, porém sem relato de febre. O navio precisou fazer uma parada de emergência no porto de Vitória para que a equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pudesse fazer o atendimento.

Período de incubação é de até 21 dias

De acordo com o portal do Ministério da Saúde, os sintomas do ebola começam com febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Esses sinais são seguidos por vômitos, diarreia, disfunção hepática, erupção cutânea, insuficiência renal e, em alguns casos, hemorragia tanto interna como externa.

O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas, pode variar de um até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas. Eles não são contagiosos durante o período de incubação. A confirmação dos casos de ebola é feita por exames laboratoriais específicos e o vírus não é transmitido pelo ar.

Depois que uma pessoa entra em contato com um animal com ebola, ela pode espalhar o vírus na sua comunidade, transmitindo-o para outras pessoas. A infecção ocorre por contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas. A infecção também pode ocorrer se a pele ou membranas mucosas de uma pessoa saudável entrarem em contato com objetos contaminados com fluidos infecciosos de um paciente, como roupa suja, roupa de cama ou agulhas usadas. Ainda não há nenhuma vacina para a doença, algumas estão sendo testadas, de acordo com o Ministério da Saúde.

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