Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
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Suspeitos da morte da menina Grazielly dos Santos são transferidos para cadeia

A menina foi morta em Autazes por asfixia e o corpo foi encontrado dois dias após o desaparecimento. Motivo do crime pode ter sido uma pensão de R$ 100



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Tio, pai e madrasta da criança estavam detidos na DEHS desde a semana passada.
02/07/2015 às 15:42

Após duas semanas e dois dias detidos na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), os três suspeitos do envolvimento na morte da menina Grazielly dos Santos Costa, de 9 anos, foram transferidos para a cadeia na tarde desta quinta-feira (2).

Todos foram para o Instituto Médico Legal (IML) realizar corpo delito. De lá, o tio e o pai seguiram para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, Centro de Manaus, e a madrasta para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino, localizado no quilômetro 8, da BR-174. A ação contou com o apoio de quatro investigadores e duas viaturas.

No dia 24 de junho, o pai, Gilbervan de Jesus Eloi, conhecido como ‘Preto’, o tio Gilbermilson de Jesus Eloi, conhecido como ‘Beto’, e a madrasta, Gilmara França de Souza, da menina foram presos em Autazes, onde ocorreu o crime, e encaminhados para Manaus.

Foto: Erlon Rodrigues/Divulgação PC-AM

Conforme os investigadores da Polícia Civil (PC), os agentes estavam aguardando apenas a autorização do juiz Glen Hudson Paulain Machado, titular da Comarca de Autazes, em razão do cumprimento de mandado de prisão preventiva, para realizar a transferência. Foi Glen Hudson que decretou a prisão. O juiz quer que integridade física dos suspeitos seja preservada.

De acordo com os investigadores, durante a transferência o trio permaneceu em silêncio por orientação dos advogados de defesa.

Entenda o caso

Grazielly Dos Santos Costa desapareceu na tarde do dia 17 de junho, município de Autazes. De acordo com a Polícia Civil, a menina estava a caminho da escola quando decidiu subir em um jambeiro para colher alguns frutos.

Colegas de Grazielly, da mesma faixa etária, disseram que ela tirou a mochila e os chinelos e em seguida subiu na árvore. Segundo o relato das crianças, um carro preto, de placas e modelo não identificadas, parou próximo a garota, a levou e depois saiu em alta velocidade.

Na tarde do dia 19 de junho, por volta de 17h, o corpo da menina, já em estado de decomposição, foi encontrado em um ramal conhecido como Tumbira, próximo à casa da menina.

Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), emitido no 22 do mês passado, apontou que a estudante foi morta por asfixia. De acordo com a PC, perfurações encontradas no corpo da criança foram resultantes de bicadas de urubu.

Motivo

Segundo investigadores do caso o pai não reconhecia a filha e teve que fazer exame de DNA para ter a paternidade confirmada. Na Justiça, ele foi sentenciado a pagar uma pensão de R$ 100,00. De acordo com as investigações, a madrasta não queria que ele pagasse o valor.

A mãe de Grazielly disse que não desconfiava de participação do pai da menina no crime. Segundo Liziane de Almeida, o homem virou o principal suspeito a partir do momento em que começou a despistar as buscas, as quais ele estava à frente. O homem, por sua vez, negou participação na morte da filha.


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