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Suspeitos de matar mulher no Viver Melhor queriam ‘cabeça’ de comandante da PM

Trio teria prometido R$ 10 mil a quem matasse tenente. ‘Onde eu pegar o teu filho vou matar ele’, teria dito PM à mãe de um deles após saber da notícia 02/04/2015 às 10:34
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A informação foi passada pela mãe de um dos suspeitos à Corregedoria da PM
Joana Queiroz Manaus

ASSISTA AO VÍDEO COM OS SUSPEITOS

O adolescente M.A.M., 17, e seus comparsas identificados como “Marcelinho” e “X-Salada” estavam pagando R$ 10 mil para quem matasse o tenente da Polícia Militar, Diego Paiva, responsável pelo policiamento na área do conjunto Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus.

A informação foi passada pela mãe do adolescente, a dona de casa A.C.A.M., 36, à Corregedoria Auxiliar da Polícia Militar. A mulher disse que temia que o filho fosse assassinado pelo tenente.

Enquanto A.C.A.M. conversava com o corregedor auxiliar, coronel Euler Cordeiro, ela atendeu uma chamada pelo celular de uma pessoa informando que o seu filho tinha acabado de assassinar uma mulher, a dona de casa Berenice Silva do Carmo, 34, na tarde de terça-feira (31).

A mulher ficou ainda mais apavorada e pediu ajuda da Corregedoria para que intermediasse a apresentação de M.A.M. aos policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).

A mulher chegou à Corregedoria por volta das 15h. Ela contou que foi informada por pessoas do condomínio da intenção do filho e seu grupo de matar o tenente. “Eu conversei com o meu filho, mas ele negou a informação”, disse a mãe. Segundo ela, no dia 19 do mês passado estava em sua casa quando chegou o tenente Diego Paiva procurando por seu filho.

O tenente conversou com a mãe sobre as ameaças que vinha recebendo de M.A.M. Durante o diálogo, o oficial deu o prazo de um dia para que ela e o seu filho saíssem do condomínio Viver Melhor e ainda o ameaçou. “Onde eu pegar o teu filho vou matar ele”, teria dito Diego Paiva. A mãe disse que temia pela vida do seu filho, visto que ele vive sendo perseguido por policiais sem estar fazendo nada.

Tenente foi atrás da

Segundo a mãe do adolescente, na terça-feira ela teve a casa invadida por policiais que procuraram por seu filho, porque ele estava sendo suspeito de ter participado do crime de Berenice. A.C.A.M. disse ontem que o filho é inocente, que é a filha de Berenice que está dizendo que foi ele quem atirou na vítima.

Para A.C.A.M., o crime de Berenice foi motivado por vingança. Há poucos dias a filha dela teve uma briga com M.A.M. e teriam se agredido fisicamente. Temendo que o filho fosse morto, ela pediu ajuda do corregedor auxiliar para que fosse ao local onde o adolescente estava escondido.

Ameaças 

No último sábado (28), uma das filhas de Berenice, de 16 anos, teria sido agredida por M.A.M., o principal suspeito do crime, com uma tapa, e ele teria jurado a jovem e a mãe de morte. Ontem, os adolescentes, após os procedimentos no 26º DIP, foram conduzidos à Delegacia de Atos Infracionais (Deaai).

Adolescente apreendido com arma

O coronel Euler Cordeiro designou três policiais da Corregedoria para irem até um dos apartamentos do condomínio onde apreenderam o adolescente. Em seguida, ele levou os policiais a um matagal encharcado, onde ele havia escondido a arma usada no crime, um revólver calibre 38, que estava escondido na touceira de uma palmeira.

Depois o menino foi entregue aos policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) que o conduziram até o 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Santa Etelvina, Zona Norte.

Ontem, por volta das 11h30, A.C.A.M. voltou à Corregedoria para agradecer aos policiais que a acompanharam para apreender o seu filho e, também para retirar a queixa que fez contra o tenente Diego Paiva. O tenente foi procurado para falar sobre o caso, mas não foi localizado.

Crime

A dona de casa Berenice Silva do Carmo foi assassinada no final da tarde de terça-feira no conjunto Viver Melhor. Segundo a polícia, o principal acusado do crime é o adolescente de 17 anos e outros quatro comparsas, entre eles outro menor de 15 anos de idade, que foram presos horas depois do crime.  De acordo com vizinhos, a vítima costumava ajudar a polícia com informações sobre o tráfico de drogas.

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