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Suspeitos de participarem da morte de PM em Maués são apresentados à polícia em Manaus

Elzo Lacerda de Souza, 28, e Lorraine Ketelen da Cruz Fernandes, 22, acusados de participarem da morte do PM Ronaldo Costa, assassinado com tiros e golpes de estaca no dia 11 de fevereiro, chegaram a Manaus na tarde desta segunda (16), depois de serem capturados em comunidade rural de Maués 16/03/2015 às 21:04
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Casal suspeito de matar o policial militar Ronaldo da Silva Costa em Maués foi preso na zona rural do município
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Os suspeitos de matarem a tiros e golpes de estaca o policial militar Ronaldo Silva da Costa, 31, no dia 11 de fevereiro no município de Maués (a 276 quilômetros de Manaus), foram capturados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (15) em uma comunidade rural pertencente ao município, onde estavam foragidos.

Lorraine Ketelen da Cruz Fernandes, 22, Elzo Lacerda de Souza, 28, vulgo “Júnior”, chegaram a Manaus no final da tarde e seguiram para o Instituto Médico Legal (IML) por volta das 18h30 para serem submetidos a exame de corpo de delito. Eles serão apresentados na tarde desta terça-feira (17), pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus.

A dupla estava foragida desde o dia 12 de fevereiro, quando saiu da cidade de barco. Apesar de ter sido o pivô do crime, motivado por ciúmes, a participação de Lorraine no assassinato não está esclarecida. Ela chegou ao IML algemada.

Crime passional

O PM Ronaldo foi assassinado por volta das 2h do dia 11, na rua Pescador, conjunto 25, bairro Mário Fonseca, área conhecida pelo tráfico de drogas, quando foi ao local à procura de Lorraine, sua ex-namorada, e acabou sendo surpreendido por Elzo, atual namorado dela. Segundo investigações, Elzo cometeu o crime com ajuda dos comparsas Mateus e Douglas, que estão desaparecidos desde o dia do assassinato.


Os três suspeitos armados atiraram em Ronaldo, que foi atingido na coxa, na mão e no crânio – o tiro atingiu o queixo e perfurou a cabeça. O PM ainda foi golpeado várias vezes com uma estaca na cabeça e seu corpo ainda foi arrastado pela rua.

Ronaldo era natural de Manaus, era casado e seria pai nos próximos meses. Ele trabalhou por anos em Maués, quando conheceu atual esposa. O PM servia em Manaus, mas havia ido a Maués por conta da gravidez da esposa. Segundo conhecidos, o PM costumava ser “mulherengo”.

Na ocasião do crime, segundo delegado de Maués, Rafael Schimidt, a vítima havia brigado com a esposa e bebido durante à noite, quando resolveu ir atrás de Lorraine, seu antigo caso amoroso. “Ele foi querer ver esse caso amoroso que teve no passado e possivelmente o atual companheiro dessa mulher é quem cometeu o homicídio, com a ajuda de mais duas pessoas”, contou Schimidt.

O coronel Euler Cordeiro, corregedor da Polícia Militar do Amazonas, disse que a corregedoria colaborou para a prisão dos suspeitos de matarem Ronaldo, com a ajuda da população de Maués. “Só foi possível a prisão porque os próprios familiares indicaram o local em que estavam refugiados, uma comunidade na região de Maués”, explicou.

Sequestros e mortes

A irmã de Douglas, um dos suspeitos pela morte do policial, Alciane da Cruz Fernandes, 43, denunciou que o irmão foi assassinado por PMs em Maués em represália à morte de Ronaldo.

O sequestro e desaparecimento de Douglas e Mateus foi apurado por membros da Corregedoria Geral e peritos criminais que estiveram na cidade no começo deste mês.

O presidente da Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, denunciou que os policiais militares de Maués foram colocados no auditório da Comarca do município perfilados com numeração no peito para que a população apontasse quem eram os autores do sequestro das duas pessoas. O caso ainda não foi elucidado.


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