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Suzane Von Richthofen solicita visita do irmão ao dispensar herança e advogado de defesa

De acordo com os promotores de Justiça que acompanham o caso, a prisão não apresenta mais um peso na vida de Suzane, acusada de matar os próprios pais 13/10/2014 às 14:06
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Suzane aguarda a construção da ala de semiaberto onde pretende ficar até conseguir a liberdade definitiva
acritica.com* ---

Suzane Von Richthofen, hoje com 30 anos, procurou a Justiça para informar que abre mão de toda a herança dos pais, Marísia e Manfred, assassinados em 2002, em São Paulo, para o irmão Andreas.

O documento com a declaração de Richthofen foi exibido neste domingo (12), pela reportagem do programa Fantástico, da rede Globo.

De acordo com os promotores de Justiça Paulo José de Palma e Luís Marcelo Negrini, que acompanham o caso, o cárcere não apresenta mais um peso na vida de Suzane, que está detida na Penitenciária de Tremembé (SP), condenada a 39 anos de prisão pelo crime dos próprios pais.

No documento, Richthofen também dispensou o advogado, Denivaldo Barni, que a acompanhou por todos esses anos no caso. Além disso, ela já recebeu o direito do regime semiaberto, para trabalhar fora do presídio e sair cinco vezes por ano para passear, mas preferiu continuar na prisão.

Segundo Suzane, o motivo pela dispensa do advogado seria a falta de segurança que sente com a "atuação dele, tanto no aspecto judicial quanto pessoal". A acusada solicitou que ele seja proibido de visitá-la.

A decisão de abrir mão da herança surpreendeu os envolvidos no caso, já que o interesse pelo patrimônio era apontado como o motivo principal do crime. Entre os bens que fazem parte da herança está a casa onde aconteceu o assassinato, avaliada em quase R$ 3 milhões.

Suzane também solicitou no documento um reencontro com o irmão Andreas. Os dois se viram pela última vez em 2006, durante o julgamento de Richthofen, e disputavam na Justiça a herança deixada pelos pais. De acordo com informações, ela já autorizou a entrada dele na cadeia. Porém, a advogada de Andreas Richthofen, Maria Aparecida Evangelista, não quis falar sobre o assunto.

Enquanto isso, Suzane aguarda a construção da ala de semiaberto onde pretende ficar até conseguir a liberdade definitiva.

Assassinato

Em outubro de 2002, Manfred e Marísia foram assassinados a golpes de barra de ferro enquanto dormiam, na casa em que a família vivia, na zona sul de São Paulo.

A morte foi planeja pela filha do casal, Suzane, e executada pelo namorado da jovem, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, e pelo irmão dele, Cristian Cravinhos de Paula e Silva. Os três foram condenados pelo crime.

*Com informações do site UOL

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