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Tarifas e taxas para a Copa de 2014

O Dinheiro apurou que comprar bilhetes com antecedência para os jogos da Copa não vem significando tarifas mais econômicas 20/10/2013 às 11:15
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Caso um torcedor que deseja assistir a abertura da Copa em São Paulo, ele vai precisar preparar o bolso
Adan Garantizado ---

Faltam pouco menos do que oito meses para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. E enquanto as discussões ainda giram em torno de quais jogadores devem vestir a “amarelinha” durante o torneio ou se as obras nas cidades-sedes ficarão prontas no prazo estipulado, um detalhe está passando quase que “despercebido” pelos brasileiros que pretendem assistir os jogos: A alta nos valores de passagens aéreas, diárias de hospedagem e de outros serviços durante a Copa.

O DINHEIRO consultou durante a semana, os preços de passagens aéreas em datas concorridas durante a Copa, nas três principais companhias que operam em Manaus. E o resultado não é muito animador. Comprar bilhetes com antecedência não vem significando tarifas mais econômicas.

Caso um torcedor que deseja assistir a abertura da Copa em São Paulo, quiser comprar suas passagens hoje, ele vai precisar preparar o bolso. Os preços atuais de bilhetes apenas de ida para a capital paulista no dia 12 de junho de 2014, são de R$ 797 (TAM), R$ R$ 1.583,90 (Gol) e R$ 1989,00 (Azul).

Se o interessado quiser prestigiar a final da Copa do Mundo, que acontece dia 13 de julho do ano que vem, no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, os custos continuam alarmantes. Para sair de Manaus na madrugada do domingo e chegar ao Rio de Janeiro na manhã da grande decisão do mundial, o torcedor encontra passagens, hoje, por R$ 929,90 (Gol), 1.019,90 (Azul) e 1.965,00 (Tam).

Caso o mesmo consumidor tivesse comprado passagens há dois dias atrás para embarcar hoje para o mesmo destino, ele encontraria ofertas mais baratas. Na Gol a passagem Manaus-São Paulo sai por R$ 1.387,90. Para o Rio de Janeiro, o preço do trecho seria de R$ 929,90. A Azul cobra 1.329,90 para um bilhete até São Paulo e R$ 869,00 até o Rio. Para voar hoje, pela Tam para ambos os destinos, o cliente desembolsaria R$ 905.

A alta nos preços das passagens durante a Copa é tão gritante, que até mesmo os preços de datas concorridas da alta temporada, estão mais em conta. Para passar o Réveillon de Copacabana, um passageiro que resolver comprar seu bilhete hoje, para embarcar no dia 30 de dezembro para o Rio de Janeiro, encontrará tarifas de R$ 720 (Tam), R$ 868 (Gol) e R$ 879 (Azul).

Tarifas acima de 100%

Um estudo feito recentemente pela Embratur, comparou as tarifas cobradas para o período da Copa do Mundo com as vigentes no mesmo período deste ano. O resultado indicou reajustes acima da média nas 12 cidades-sede do Mundial. Em todas elas, os preços de hotéis apresentaram altas acima de 100% nas tarifas. Em Salvador, um dos hotéis chegou a ter um reajuste de 583%.

Além disso, enquanto a média de despesa diária em hotéis de quatro e cinco estrelas no Rio de Janeiro para junho de 2014 chega a US$ 461, em Johanesburgo, na Copa da África de 2010, foi de US$ 300, e em Munique (Alemanha), de US$ 191 em 2006. A Embratur chegou a pedir que as representantes do setor hoteleiro e a FIFA, que renegociem a redução dos preços nas diárias. O temor da Embratur é que o Brasil fique com a imagem de “destino turístico caro”, por conta dos preços praticados durante o mundial.

Às vésperas da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que foi realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, o governo fechou um acordo para reduzir as tarifas de hotéis na cidade, após a divulgação dos altos valores de diárias e pacotes cobrados.

Rafael Froner - DJ e publicitário

“No momento não existe expectativa de aumento de preços na hotelaria do Amazonas . Mas, tudo vai depender da lei da oferta e da procura. Temos também que esperar a definição de quais seleções virão para Manaus. O número de bloqueios feitos pela FIFA ainda é pequeno. Creio que haverão reajustes ao londo dos meses que restam para a Copa, mas não será algo fora do comum. A nossa expectativa é que a nossa capacidade hoteleira seja totalmente preenchida nos dias que acontecerão os jogos na capital amazonense. Depois é muito difícil. Geralmente, 54% da nossa rede hoteleira é ocupada. Vivemos com promoções e preços de baixa temporada. Somos uma cidade isolada. Por isso precisamos agir com cautela”.

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