Sábado, 18 de Setembro de 2021
DESEMPREGO

Taxa de desemprego no AM tem alta de 2% no segundo trimestre

Aumento leva em conta comparação feita com o primeiro trimestre deste ano. O índice de 16,5% é o quarto maior dentre as capitais do Brasil



show_foto11_BC60BBDC-D433-4ED5-B4BB-2C562253A4BC.jpg Foto: Euzivaldo Queiroz
28/08/2020 às 11:13

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (28), pelo IBGE, mostra que a Taxa de Desocupação no Estado do Amazonas alcançou 16,5% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais), ou seja, sofreu alta de 2,0 p.p., no segundo trimestre de 2020, pois, no primeiro trimestre deste ano, havia registrado 14,5%. No trimestre de abril a junho de 2020, comparado ao mesmo período de 2019, o Amazonas registrou alta ainda maior, de 2,6 p.p. no percentual de desocupação.

Em relação às outras unidades da federação, o Estado do Amazonas, com a taxa de desocupação de 16,5%, ocupou a 4ª posição dentre as maiores taxas. As três maiores taxas registradas foram nos Estados da Bahia (19,9%), Sergipe (19,8%) e Alagoas (17,8%), e as menores foram as de Santa Catarina (6,9%),  Pará (9,1%) e Rio Grande do Sul  (9,4%).



No segundo trimestre de 2020, o Nível de Ocupação no Estado do Amazonas era de 47,2% da população, 6,4 pontos percentuais mais baixo do que o registrado no primeiro trimestre de 2020 (53,6%). E na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, o Nível de Ocupação caiu ainda mais, pois, em 2019, o percentual era de 54,5%, ou seja, sofreu queda de 7,4 pontos percentuais.

Taxa de participação no mercado

No segundo trimestre de 2020, no Amazonas, a Taxa de participação no mercado de trabalho foi de 56,5%, com queda de 6,2 p.p. em relação ao primeiro trimestre de 2019. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a Taxa foi de 63,3%, o segundo trimestre deste ano apresentou resultado 6,8 p.p. inferior.      

AM com 3ª maior taxa de informalidade

As maiores taxas de informalidade, relacionando os Estados, foram as do Pará (56,4%), Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%). Enquanto Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26%) e São Paulo (28,6%) apresentaram as menores taxas de informalidade. A taxa de 55,0% do Amazonas do segundo trimestre foi 3,9 p.p. abaixo da registrada no primeiro trimestre de 2020 (58,9%).

Número de desalentados cresce 41,7%

O número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, no Amazonas, foi de 151 mil pessoas, no segundo trimestre, com alta de 41,7% em relação ao trimestre anterior. O maior contingente estava na Bahia (849 mil). O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no segundo trimestre foi de 11,1%, aumento de 1,7 p.p. na comparação com o primeiro trimestre de 2020. Maranhão (21,6%) e Alagoas (20,7%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), os menores.

Por condição em relação à força de trabalho e condição na ocupação

No 2º trimestre de 2020, o número de pessoas de 14 anos ou mais no Estado do Amazonas foi estimado em 3,13 milhões de pessoas. Dessas, 1,76 milhão de pessoas estavam na força de trabalho. Parte era de pessoas ocupadas (1,48 milhão de pessoas) outra parte, de pessoas desocupadas (291 mil pessoas). Dos 3,13 milhões de pessoas de 14 anos ou mais, 1,36 milhão estavam fora da força de trabalho.

Pessoas Ocupadas por Posição na Ocupação

No 2º trimestre de 2020, a posição de ocupação classificada como “empregado” apresentou, no Amazonas, o maior número de pessoas ocupadas (810.000 pessoas); cerca de 54,8% do total de pessoas ocupadas (1,48 milhão). Sendo que destes, 484.000 pessoas estavam empregadas no setor privado, 265.000 pessoas estavam ocupadas no setor público e 62.000 pessoas estavam ocupadas como trabalhador doméstico.      No Amazonas, há 468.000 pessoas que trabalham por conta própria (31,6% do total de pessoas ocupadas). Desses, 432.000 não possuíam CNPJ, ou seja, 92,3% estão na informalidade. O número de pessoas ocupadas como “empregadores” alcançou 41.000 pessoas (2,77% do total de pessoas ocupadas).

De um modo geral, o número de pessoas ocupadas no 2º trimestre de 2020 nessas posições de ocupação decresceu em relação ao 1º trimestre de 2020. Os destaques ficam por conta do empregado no setor privado, com os números decrescendo de 550 mil para 484 mil pessoas ocupadas, e também do trabalhador por conta própria, com os números decrescendo de 561 mil para 468 mil pessoas ocupadas.

Grupamento de Atividade (Trabalho principal)

Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, a administração pública e serviços sociais foi o grupo que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (307.000 pessoas). A agropecuária (Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) com 300 mil pessoas ocupadas ficou na segunda posição. Em terceiro, aparece o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas com 274 mil pessoas. E em quarto foi a indústria, com 147.000 pessoas ocupadas.

Em relação ao trimestre anterior, houve decréscimo no número de pessoas ocupadas em quase todos grupamentos de atividade. Os destaques ficam por conta do comércio, com a redução de 316 mil para 274 mil pessoas ocupadas, e para a indústria geral, com redução de 178 mil para 147 mil pessoas.

Rendimento Médio Habitual e Massa de Rendimento

O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas em todos os trabalhos no 2º trimestre 2020, no Estado do Amazonas, foi de R$ 2.049,00.

A massa de rendimento, que é a soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, alcançou no 2º trimestre de 2020 R$ 2.698 milhões, no Estado do Amazonas. A massa de rendimento é importante porque reflete todos os salários recebidos pelos trabalhadores dentro do período.

Efeitos da pandemia de Covid-19 na coleta

Devido à pandemia de Covid-19, as pesquisas por amostragem domiciliar do IBGE passaram a apresentar percentuais de não-resposta (entrevista não realizada) mais elevados do que usualmente é esperado. Embora não haja, até o momento, prejuízos à qualidade dos indicadores-chave da PNAD Contínua, no âmbito da divulgação trimestral, são necessárias melhorias metodológicas. Sendo assim, foram suprimidos alguns domínios de divulgação, sem prejuízo para a qualidade da informação.

“Para esta divulgação, os indicadores foram desagregados somente até as Unidades da Federação e retiramos as desagregações sociodemográficas, como sexo e cor ou raça, assim como dados de rendimento por categoria de ocupação e atividades”, esclarece a coordenadora de Trabalho e Rendimento, Maria Lucia Vieira.

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.