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Cotidiano
INVESTIGAÇÕES

TCE manda bloquear bens do presidente da Agência de Fomento do Amazonas

Órgão aplicou R$ 20 milhões em fundo de investimentos do Rio de Janeiro acusado de desvios de recursos públicos. 21/11/2016 às 16:49
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De acordo com o MPC, investimento feito pela Afeam não trará retorno para o Estado (Foto: Divulgação)
Geraldo Farias Manaus (AM)

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ari Moutinho Júnior, em medida cautelar assinada ontem, determinou o bloqueio de bens do diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e mais cinco pessoas da entidade por suspeita de má aplicação de R$ 20 milhões, em fundo de investimentos do Rio de Janeiro acusado de desvios de recursos públicos.

A representação é um pedido do Ministério Público de Contas (TCE) e foi acatada pelo presidente do TCE. A medida cautelar tem como objetivo bloqueio dos bens do diretor presidente da Afeam, Evandor Geber Filho; Marcos Paulo Araújo do Vale, diretor de crédito; e dos assessores Otiniel Tavares Monteiro, Arthur Brito Cavalcante Alencar, Ciro Trellese Junior e Alan Douglas Azevedo de Farias. 

O bloqueio dos bens, em medida cautelar, servirá para que o Ministério Público do Estado (MPE), o TCE e a Controladoria Geral da União (CGU) investiguem o investimento de R$ 20 milhões aplicada pela Afeam em cotas do Fundo de Investimentos em Participações Expert (FIP Expert), do Rio de Janeiro. Aplicação considerada temerária pelos fortes indícios de má aplicação de recursos públicos cometida pelo gestor representado. 

O MPC afirma ter verificado que o FIP Expert aplicou R$ 20 milhões na empresa de transporte de valores TransExpert Vigilância e Transpotes de Valores, com sede no Rio de Janeiro, e que esse investimento não trará retorno para o Amazonas, em caráter financeiro ou social. O bloqueio dos bens dos cinco gestores da Afeam será feito no prazo de 15 dias, assim que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) receber a notificação do TCE para que sejam autorizados os bloqueios. 

Procurada, a Afeam informou que ainda não foi notificada e que se manifestará quando tomar conhecimento oficial sobre a decisão.

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