Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
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TCE multa ex-prefeito de Nhamundá em 9,8 milhões

O gestor terá de devolver aos cofres públicos R$ 9,8 milhões, entre multas e glosas, dentro do prazo de 30 dias, ou apresentar novas razões de defesa, por meio de recurso



1.jpg Segundo o auditor Mário Filho, Tomaz Souza chegou a pedir prorrogação de prazos para apresentar justificativas aos TCE, mas não as apresentou e foi considerado revel
07/08/2013 às 14:09

As contas do município de Nhamundá — relativas aos meses de janeiro a junho de 2010 — de responsabilidade do ex-prefeito Tomaz de Souza Pontes foram desaprovadas pelo colegiado do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), durante a 31ª sessão ordinária do órgão, realizada nesta quarta-feira (7). O gestor terá de devolver aos cofres públicos R$ 9,8 milhões, entre multas e glosas, dentro do prazo de 30 dias, ou apresentar novas razões de defesa, por meio de recurso. As contas dos outros seis meses do mesmo ano, da gestão do ex-prefeito Mário Paulain, foram aprovadas com ressalvas.

Entre as irregularidades nas contas de Tomaz Souza — apontadas no  voto do relator do processo, auditor Mário Filho, e acolhido por unanimidade pelo colegiado — estavam a ausência do encaminhamento da movimentação contábil ao TCE, a inexistência de notas de empenhos, além de não ter apresentado documentações de comprovassem a regular realização de despesas em favor da administração pública.

Segundo o auditor Mário Filho, Tomaz Souza chegou a pedir prorrogação de prazos para apresentar justificativas aos TCE, mas não as apresentou e foi considerado revel.

Ainda na sessão, o ex-prefeito de Tabatinga, Saul Bermeguy, teve seu recurso de reconsideração, referente à sua prestação de contas de 2009, apreciado e negado pela corte. Ao relator do processo, auditor Alípio Firmo Filho, o gestor não apresentou justificativas suficientes para alterar o mérito das contas anteriormente reprovadas pelo colegiado, permanecendo como irregulares.

O atraso no envio da prestação de contas, as diversas irregularidades cometidas nas cartas-convites e processos licitatórios, além de grave infração à norma legal e regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária e patrimonial foram algumas das impropriedades apontadas no processo originário e que foram mantidas com o indeferimento do recurso nas contas do gestor. Respeitando o prazo de 30 dias, Saul Bermeguy terá de devolver R$ 176,6 mil aos cofres municipais.

Presidente de Câmara tem contas reprovadas por sonegação

O presidente da Câmara de Novo Airão, Francisco Canindé de Lima, também teve suas contas reprovadas durante a sessão do Tribunal Pleno desta quarta-feira por unanimidade. Seguindo o voto-destaque da auditora Yara Lins, os conselheiros decidiram condenar o vereador Francisco de Lima devolver ao erário o montante de R$ 59,8 mil, entre multas e glosas, por sonegação de imposto de renda e INSS aos funcionários da Câmara. 

#Com informações da assessoria de imprensa do TCE-AM

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