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TCU encontra ‘rombo’ de mais de R$ 2 milhões na obra do aeroporto de Manaus

O Tribunal de Contas da União acompanha o andamento das obras que estão inclusas na matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo de 2014, desde o ano de 2011 e assegura que o valor acima citado foi utilizado para o pagamento de serviços de apenas um guindaste 12/08/2013 às 20:08
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Obras de ampliação do Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus
acritica.com Manaus (AM)

Um "rombo" calculado em mais de R$ 2 milhões foi encontrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na execução e no pagamento de serviços de reforma e ampliação do Terminal de Passageiros 1 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (AM). A informação foi divulgada no portal do Tribunal na tarde desta segunda-feira (12).

O TCU acompanha o andamento das obras que estão inclusas na matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo de 2014 desde o ano de 2011 e assegura que o valor citado acima foi utilizado para o pagamento de serviços de apenas um guindaste, demonstrando que houve superfaturamento.

"O TCU verificou que a evolução física da obra não acompanhou a execução dos gastos, em parte, devido a pagamentos antecipados de materiais e de serviços. De acordo com a fiscalização, as novas impropriedades demonstram que a execução não acompanha o contrato também por outros fatos. Um deles é o pagamento de serviços de guindastes com superfaturamento de mais de R$ 2 milhões. Segundo relatório do TCU, os equipamentos pagos diferem 'substancialmente' dos previstos e pagos", ressaltou a matéria divulgada pelo TCU.

Para o relator do processo, ministro Valmir Campelo, apesar do compromisso da Infraero de corrigir as falhas antes mesmo do término da fiscalização, "os achados demonstram, de novo, um distanciamento dos gestores quanto à devida obediência às suas obrigações e deveres contratuais".

Diante das irregularidades, os representantes do TCU decidiram que a Infraero deverá encaminhar, em no máximo 30 dias, documentação com as medidas adotadas que comprovem a correção das falhas encontradas. O TCU ainda notificou a empresa acerca da ausência de controle da fiscalização da obra do terminal e do descumprimento de cláusulas contratuais, como a falta de verificação dos limites para subcontratações e a substituição do profissional responsável pela obra.

Questionada sobre o acórdão 1979/2013 do TCU, os representantes da Infraero em Manaus disseram que farão análise do documento e prometem se manifestar no tempo estipulado pelo próprio Tribunal.

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