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Cotidiano
PROTESTO

Técnicos de enfermagem do Pronto Socorro Platão Araújo fazem protesto nesta terça

De acordo com os profissionais da saúde, os salários estão atrasados há quase três meses 29/03/2016 às 12:04 - Atualizado em 29/03/2016 às 17:02
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Com os salários atrasados, funcionários protestaram nesta terça-feira (Euzivaldo Queiroz)
HELLEN MIRANDA MANAUS

Um grupo de técnicos de enfermagem fez hoje um protesto por falta de pagamento em frente ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, na Zona Leste da capital. De acordo com os profissionais da saúde, os salários estão atrasados há quase três meses.

“Desde dezembro estamos sofrendo com os atrasos no pagamento, até os vales transportes são pagos depois da data prevista. O último pagamento recebido foi referente ao mês janeiro. Mas caso você falte, a resposta é para resolver com a supervisora. Realmente nossa situação só priora”, desabafa a técnica de enfermagem Maria Raimunda Ferreira Cruz, de 43 anos, que trabalha a mais de três anos no pronto socorro.

Segundo ela, a responsável pelos pagamentos, a cooperativa Salvare, não dá nenhuma posição de regularização nos pagamentos dos profissionais. “Ligamos e a resposta sempre é a mesma, que não há previsão no pagamento. Outras vezes nem nos atendem e quando o fazem somos mal atendidos, não sabem nos respeitar”.

A técnica de enfermagem Priscila Cavalcante, 26, diz que o protesto é uma maneira encontrada pelo grupo para chamar atenção do poder público para solucionar o drama da categoria.

“Queremos que nos paguem porque todos têm compromissos. Muitos vivem no aluguel e dependem desta renda para sustentar a família. Há colegas que já foram ameaçados de despejos pelos donos dos imóveis, é uma situação de humilhação e constrangimento”, conta. Conforme ela, os profissionais do João Lucio também sofrem com os atrasos.

“Temos conhecimento que as outras cooperativas estão pagamento normal, só a Salvare está nessa situação. Quando pressionada eles falam que a culpa e do governo que não repassa o dinheiro. Nós não somos voluntários, somos cobrados todos os dias a está no trabalho, queremos uma posição definitiva”, finaliza.

O outro lado

A Crítica entrou em contato com a prestadora de serviço de Enfermagem Salvare, que confirmou os atrasos e diz aguardar o repasse da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) para atualizar os pagamentos, que segue sem previsão. 

Em nota, a Susam informou que aguarda a liberação dos recursos, por parte da Secretaria Estadual de Fazenda, para a quitação de pagamentos pendentes com a empresa. A previsão é que os valores sejam repassados até a próxima sexta-feira, dia 1°. 

 

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