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Técnicos de segurança do trabalho de Manaus podem ir à Justiça

A categoria é contra  o piso salarial definido pela indústria metalúrgica  01/09/2015 às 09:33
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Classe patronal do setor de duas rodas é questionada pelos "baixos" salários
Juliana Geraldo Manaus (AM)

O Sindicato que representa os técnicos de segurança do trabalho no Amazonas (Sintest-AM) promete ingressar na Justiça contra o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus (Sinmen). A categoria questiona o valor do piso salarial estabelecido pelo sindicato patronal para os técnicos de segurança do trabalho, que varia de R $ 1.252,86, para as fábricas de bens intermediários acima de 200 empregados até R$ 1.485,30, para montadoras de veículos motorizados de duas rodas ou mais.

De acordo com o presidente do Sintest-AM, Aldemir Amaral,  os valores estabelecidos estão muito abaixo do piso pago por outros sindicatos patronais. “Como é o caso do setor da  construção civil, que em 2009, já pagava R$ 1.711, bem acima dos valores propostos”, comparou.

Hoje, o valor atualizado do piso, conforme  calcula  o sindicato laboral, é de R$ 2.667,00, 53,02% a mais em relação à proposta das empresas de bens intermediários e 44,31% superior ao estipulado para as empresas de duas ou mais rodas motorizadas.

Temor

O sindicalista diz temer que, caso a medida passe a valer, os empregadores   dispensem os técnicos mais bem remunerados para contratar outros pelo piso salarial. “Por esse motivo, estamos convocando a categoria para uma reunião neste sábado,  para tomar as devidas providencias. Cogitamos, sim, levar nossa queixa à Justiça. Este profissional é muito importante dentro da estrutura fabril para ser desvalorizado dessa maneira”, queixou-se.

Ainda de acordo com Amaral, as negociações para regularizar a remuneração dos técnicos de segurança do trabalho junto ao polo metalúrgico já duram cinco anos. O Sintest-AM convocou os trabalhadores da categoria para uma assembleia neste sábado (5), às 9h, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro. A reunião vai decidir sobre o acionamento da Justiça para resolver o impasse com o lado patronal.

Sinmen rebate críticas

O presidente do Sinmen, Athaydes Mariano Félix, defende que os valores foram acertados dentro da convenção coletiva dos metalúrgicos e teve a participação do lado patronal e dos trabalhadores (CUT).

Segundo ele, cláusulas do acordo impedem que as indústrias demitam para contratar pelo  piso e que este é apenas uma referência e não o valor de mercado a ser praticado.

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