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#Tecnologia: conheça 10 apostas para tendências digitais em 2016

Especialistas da agência global CI&T elencaram sistemas que prometem ser "febres" no mundo tecnológico neste ano. Aplicativo WhatsApp deve crescer entre a população e startups podem se tornar um termo sólido no mercado digital 02/01/2016 às 16:54
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Ranking traz aplicativos de mensagens e sistemas de análise econômica como grandes 'carros-chefe' do segmento
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Em tempos de avanço do universo digital, as tecnologias se expandem muito rápido, tanto por desenvolvedores quanto por usuários. Criadas com objetivo de facilitar o dia a dia das organizações e dos consumidores, elas chegam para derrubar paradigmas, proporcionar agilidade aos processos e economia de tempo e dinheiro.

O time de especialistas digitais da CI&T - agência global especializada em soluções digitais escolhida por grandes líderes como Coca-Cola, Natura, Motorola, Alelo e Banco Original - elaborou um ranking com as dez tendências tecnológicas para 2016. A agenda digital é organizada por executivos de tecnologia marketing. “A gente elencou as 10 previsões mais provocadoras, mais pragmáticas”, explica Paulo Camara, Head of Digital da CI&T, que liderou a construção do relatório.

Entre os destaques estão os sistemas simplificados de pagamentos para bens e serviços utilizando smartphones, alternativas inovadoras para seguros e investimentos financeiros a partir de fintechs incubadas por bancos tradicionais (espécie de startups que criam inovações na área de serviços financeiros), a expansão no uso do Big Data (análises de dados) por empresas de diversos setores, uso de equipamentos de realidade virtual para treinamento profissional.

“Monitorar tendências está no nosso DNA. Trabalhamos o tempo todo acompanhando inovações e soluções tecnológicas que possam facilitar a transformação digital dos negócios de nossos clientes”, ressalta Paulo Camara.

Confira a lista:

#1 App de mensagem

Cada vez mais as pessoas usam aplicações de comunicação, como o WhatsApp e Snapchat, para outras funções, como se informar, trocar conteúdo e se relacionar com marcas. Outros serviços, como pagamentos, compras, etc serão oferecidos, a exemplo do que já acontece em plataformas como o WeChat na Ásia. Os quatro maiores aplicativos do segmento - WhatsApp, Messenger, WeChat e Viber - têm juntos cerca de 3 bilhões de usuários.

#2 Startups

Grandes empresas com alto nível de maturidade digital têm explorado modelos estruturados e avançados de integração com startups. Alguns exemplos disso são iniciativas como o InovaBra (Bradesco), CUBO (Itaú) e Oxigênio (Porto Seguro). Patrocínio ou participação em hackathons, startup weekends e eventos focados em inovação também têm crescimento constante e devem se expandir em 2016.

#3 Big Data

A imprevisibilidade da crise econômica no Brasil levará as empresas de manufatura à adoção de estratégias digitais, fortemente ancoradas em analytics (Big Data). Análises de dados já se mostram fundamentais para elevar a produtividade da empresa, com redução de custos e prevenção de problemas operacionais, gerando crescimento de lucros de mais de 10% anualmente, segundo pesquisa do The Economist Intelligent Unit.

#4 Realidade Virtual

Novos dispositivos, como o Oculus do Facebook e o Hololens da Microsoft, começam a surgir e ficar mais baratos, ganhando terreno, principalmente, na indústria de games e entretenimento. Outros campos onde já vemos aplicações sendo desenvolvidas são a área de treinamento profissional - projetos liderados por montadoras em simuladores de direção - e a área médica.

#5 Redes de nicho

O crescimento do radicalismo nas redes sociais mais genéricas levará os usuários a buscar ambientes mais de nicho, como LinkedIn, Slack, Behance; redes de contratação de trabalho temporário, como o Trampos, e sites de crowdfunding, como Catarse e Kickante. Esta postura mais individualista terá como um subproduto: o fortalecimento de atividades de ciberativismo, tanto para pressionar autoridades, como para mobilizar a sociedade civil.

#6 Experiência do cliente

A crise econômica no Brasil estimulará a criação de soluções de baixo custo em internet das coisas que serão mais relevantes ao valorizar a experiência do usuário (UX). Como consequência desta interação entre IoT e UX, haverá um aumento de interesse por Customer Experience (CX) ao explicitar o potencial das novas formas de interação das marcas com seus consumidores.

#7 Economia colaborativa

Toda a polêmica gerada em torno da liberação do uso do aplicativo Uber, abriu as portas para a chegada de outras aplicações da economia colaborativa em áreas como viagens, serviços domésticos e sustentabilidade. A crise econômica deve reforçar ainda mais essa tendência.

#8 Computação em nuvem

Depois de anos de desconfiança, a computação em nuvem já é percebida como forte fator de redução de risco técnico, político e financeiro. Com isso, em 2016, veremos mais aplicações migrando para a nuvem, que se consolidará como a principal plataforma para o desenvolvimento de novas aplicações digitais em empresas de todos os setores e tamanhos.

#9 Fintechs

O Brasil é hoje um dos grandes celeiros de fintechs do mundo, com mais de 400 startups que se propõem a gerar alternativas inovadoras em pagamentos, investimentos, seguros e demais serviços financeiros para consumidores que vêem os produtos bancários existentes como inadequados e até desnecessários. Os bancos tradicionais entendem as startups como possibilidades de inovação rápida e mais disruptiva no setor.

#10 Mobile wallet

Você entra na cafeteria pede um café e seu pagamento é feito automaticamente porque o sistema identifica que é você, cliente já cadastrado e que autorizou aquele débito, que está ali fazendo a compra do produto. Simplificar e facilitar os pagamentos será o grande diferencial de quem quiser ampliar sua atuação com mobile payment em 2016. 

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