Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
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‘Tem muitos homossexuais que estão comigo’, diz Bolsonaro durante coletiva em Manaus

O deputado federal agradeceu o convite para ser homenageado e afirmou que caso recebesse alguma homenagem de uma liderança gay, aceitaria



1.gif Deputado federal Jair Bolsonaro concede coletiva de imprensa em Manaus
10/12/2015 às 17:09

Cumprindo sua agenda em Manaus, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (10) antes de ser homenageado na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). Entre os assuntos tratados pelo deputado estavam as polêmicas declarações dadas por ele em relação aos gays, políticas públicas para os indígenas e o tributo criticado por entidades do Estado.

A coletiva ocorreu no hotel Blue Tree Premium, Zona Centro-Sul de Manaus. Bolsonaro chegou ao local acompanhado por membros do gabinete, pelo deputado Platiny Soares (PV) e Eduardo Bolsonaro, seu filho. Simpatizantes do político também marcaram presença no espaço da coletiva.



O deputado federal iniciou seu discurso agradecendo o convite para ser homenageado e elogiando a conduta de Platiny Soares. Ao permitir o início das perguntas, Bolsonaro foi questionado sobre a polêmica em suas falas contra o público LGBT. Ele afirmou que caso recebesse alguma homenagem de uma liderança gay, aceitaria.

"Tem muitos homossexuais que estão comigo. A grande maioria. Tem homossexual que tem filho e não quer esse tipo de material aos seus filhos na sala de aula. Vá ser feliz, mas respeite o próximo. Você vai ter um filho mais cedo ou mais tarde. Imagine um filho teu de 5 ou 6 anos querendo fazer sexo com Joãozinho e você tendo que respeitar por meio de um acordo assinado pelo Brasil", disparou o pepista.

Em sua fala, Bolsonaro também criticou a postura de Eduardo Jorge, ex-candidato à presidência, ao questionar a atitude de Platiny sobre a homenagem. "O Eduardo Jorge está se candidatando pra ser junto com o FHC a Princesa Isabel da maconha. E seria uma votação apertada" .

Sobre demarcações indígenas, Bolsonaro declarou que o "índio quer ter uma vida próxima da nossa". "Toda vez que o índio se aproxima da fronteira ele não quer mais voltar pra lá. Aqui ele cuida de doenças, vê TV, acessa Internet... Deixando um índio como um animal preso no zoológico essa terra vai se transformar mais cedo ou mais tarde independente. E o que eles vão fazer? Nada, porque índio fica quieto pra não apanhar".

A agenda de Bolsonaro na capital continua nesta sexta-feira (11). Estão previstas entrevistas na cidade e uma palestra ministrada por ele na Ulbra.



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