Quinta-feira, 09 de Dezembro de 2021
Aniversário de Manaus

'Temi pela vida dos meus pais' – o impacto da pandemia sobre a vida do defensor público Theo Costa

Ele afirmou ao A CRÍTICA que os momentos mais sombrios da crise sanitária ensinaram-no a valorizar as relações com as pessoas que ama



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24/10/2021 às 08:10

“A pandemia humanizou a minha vida”, disse o defensor público Theo Eduardo Ribeiro Costa ao A CRÍTICA em entrevista realizada na sala em que ele trabalha, situada na Defensoria Pública do Estado do Amazonas, na avenida André Araújo. Ele – categorizado pelo próprio assessor como um “workaholic” – afirmou que a crise do novo coronavírus permitiu que desse mais valor às relações humanas que o rodeiam.

A equipe de reportagem conversou com ele por 21 minutos, na tarde de sexta-feira (8). Durante a pandemia, a esposa revelou a Theo que estava grávida. Atualmente, o bebê está com cinco meses, ainda no ventre da mãe, e a expectativa do defensor para ser pai só cresce. “Vai ser um menino. Nessa parte estamos felizes”, disse, entre risos, afirmando que muitas pessoas tiveram filhos durante a pandemia.



Theo, que é coordenador do Núcleo de Atendimento Prisional (NAP/DPE-AM), não viu muitas mudanças de rotina no emprego, porque o setor dele havia estabelecido uma rotina de trabalho remota antes do novo coronavírus, como forma de diminuir custos de atividades presenciais. A pandemia, no entanto, abalou as relações mais pessoas dele. Os pais de Theo, que moram no Mato Grosso, foram motivo de preocupação constante durante os dias mais sombrios da maior crise sanitária do século.

“Eu temi pela vida deles todos os dias. Eu fiquei sem ver meu pai e minha mãe por quase dois anos. Isso dá muita saudade. Eu os via pelo menos duas vezes por ano antes da pandemia. Eu contornei a saudade por meio das chamadas de vídeo. Tínhamos o hábito de nos falar assim antes, mas não era tão recorrente”, disse.

Para o funcionário público, a lição que ele tirou do episódio vivido é que é necessário valorizar as relações mais próximas o tanto quanto possível. O pai dele sofre de enfisema pulmonar. O idoso, após se vacinar com duas doses, visitou o filho no mês de setembro.

 

Vida nova, esperança renovada

 

A sensação que o defensor público experimentou ao ver o pai dele no Aeroporto Internacional de Manaus, depois que o país arrefeceu as restrições, foi de profundo alívio. Os pais de Theo fizeram companhia a ele durante vinte dias. Os três aproveitaram para matar a saudade, mas preferiram permanecer em casa e manter precauções.

Theo, que gosta de sair para experimentar uma boa bebida, viu que a alternativa a sair para almoçar em um bom restaurante foi convertida em um almoço na familiar cozinha de casa. A experiência, embora menos atraente em primeiro momento, rendeu momentos intimistas únicos.

“Meu pai falou assim pra mim, muito emocionado: ‘Theo, eu consigo sentir na tua esposa todo o amor e felicidade. Vejo que ela está em estado de graça. Essa alegria contagiou a mim, sua mãe, e estamos muito orgulhosos’. Eu me emocionei ao ouvir isso”, contou. 

Agora, depois que a apreensão pela vida dos pais diminuiu, a maior expectativa de Theo é pelo bebê que logo mais virá. Luiz Felipe, segundo o pai afirmou, será manauara.

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Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

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