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Cotidiano
EDUCAÇÃO

''Tempo integral’ em mais de 70 escolas do Amazonas a partir de 2017

Dezoito escolas da rede estadual, que hoje funcionam em três turnos, serão adaptadas para modalidade de Tempo Integral 08/12/2016 às 05:00
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Tempo integral já é oferecido em 55 unidades, segundo o governo, e 18 passarão a oferecer em 2017, além de 12 Cetis já licitados (Foto: Márcio Silva)
Silane Souza Manaus (AM)

Mais 18 escolas da rede estadual  de ensino que funcionam em três turnos devem passar a funcionar na modalidade de tempo integral a partir do ano letivo de 2017. A previsão é que as unidades educacionais sejam remodeladas nos próximos meses para serem entregues até o início das aulas em fevereiro. A informação é do secretário de Estado da Educação (Seduc), Algemiro Lima.

Além disso, de acordo com o titular da Seduc, há ainda 12 Centros Educacionais de Tempo Integral (Ceti) licitados, cujas obras começarão em janeiro de 2017. Os Cetis serão  construídos no âmbito do Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas (Padeam) e com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

Algemiro Lima revelou os números de investimentos na educação ontem, ao participar da reinauguração da Escola Estadual Maria Rodrigues Tapajós, localizada no bairro da Redenção, Zona Centro-Oeste. A entrega da unidade educacional, que foi remodelada para iniciar o ano letivo de 2017 funcionando em tempo integral, foi feita pelo governador José Melo (Pros).

Na ocasião, o  governador disse que, mesmo em meio à crise, não deixou, “nem por um momento”, de investir na educação. Ele afirmou ainda que anunciará nos próximos dias o lançamento de um grande pacote de obras na área de educação no valor de R$ 300 milhões. O contrato de algumas unidades educacionais foi assinado durante o ato de inauguração da escola Maria Rodrigues Tapajós.

“Essa escola é uma de várias que estão prontas para serem inauguradas na capital e no interior. Quero dizer que, neste ano, um ano de crise em que o Estado perdeu mais de R$ 1,5 bilhão, fora os R$ 2,7 bi que perdemos ano passado, eu agradeço a Deus que permitiu que chegássemos ao final do ano entre os três estados brasileiros de melhor equilíbrio fiscal”, comemorou.

Além da Escola Estadual Maria Rodrigues Tapajós, a Seduc programou, até o início de 2017, a inauguração de pelo menos outras seis escolas na capital e no interior do Estado. Estão previstas as entregas das Escolas Estaduais Tereza de Jesus A. Vasconcelos Dias, bairro da Redenção; Maria das Mercês (em Tefé); Tancredo Neves (Anamã), além dos Centros Educacionais de Tempo Integral de Coari e de Borba e uma escola em Maraã.

Reformulação total
A diretora da Escola  Maria  Tapajós, Tânia Castelo Branco, disse que a instituiçao foi completamente remodelada para funcionar em tempo integral: ganhou refeitório, cozinha, auditório e um estacionamento. A quadra foi reformada e o anexo, onde funcionam laboratórios de informática e de ciências, biblioteca, salas de dança e de música e salão de jogos, foi ampliado. “Esperamos ser um núcleo do programa Todos Pela Vida e oferecermos, ainda, o EJA para ajudar a comunidade”, contou.

Primeira-dama é homenageada 
A reinauguração da Escola Maria Tapajós contou com a presença da presidente do Fundo de Promoção Social (FPS), primeira dama Edilene Gomes, que é ex-aluna da instituição. Na ocasião, ela recebeu uma placa em sua homenagem das mãos de alunos.

Apesar da queda nacional, AM cresce no Pisa
O Amazonas foi a Unidade da Federação (UF) que mais cresceu no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), saindo da 23ª posição em 2012 para 11º lugar em 2015. Para o secretário de Estado da Educação, Algemiro Lima, o resultado foi muito bom, considerado que o Brasil, enquanto rede nacional, caiu no ranking mundial de educação.

Para o secretário  Algemiro Lima, o resultado foi  bom, considerado que o Brasil, na média geral, caiu no ranking mundial de educação. “O Estado subiu de 23ª posição para a 11ª. Isso é fruto de muito trabalho”, ressaltou. “O Pisa é uma avaliação internacional muito séria e forte, sobretudo, na área de ciência porque aluno tem que dominar bem química, física, biologia, além de linguagem também. A avaliação deles é severa e nós conseguimos estar no topo, entre os 11 melhores Estado do País”, acrescentou. 

No comparativo da média geral entre 2012 e 2015, das 27 UFs, 13 cresceram e 14 diminuíram suas pontuações. O Amazonas teve o maior crescimento, saindo de 371,3 pontos, em 2012, para 394,7, em 2015 – um crescimento de 23,3 na média geral. O Estado também foi o que mais cresceu na média geral e em Matemática, empatando no crescimento com Roraima, em Ciências. 
 

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