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Cotidiano
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Terceirizados de hospitais fecham avenida em novo protesto contra salários atrasados

Funcionários de empresas que são investigadas pela Operação Maus Caminhos cobram que o governo arque com os salários, conforme prometido 28/11/2016 às 11:23 - Atualizado em 28/11/2016 às 13:57
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Manifestantes fecharam a via na manhã de hoje em frente à Susam (Foto: Vinícius Leal)
Vinicius Leal Manaus (AM)

Dezenas de funcionários terceirizados de hospitais de Manaus fecharam a avenida André Araújo, no bairro Aleixo, em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), em novo protesto contra salários atrasados. Com carro de som, cartazes e até incendiando pneus, eles interditaram a via e impediram a circulação de veículos. Uma manifestante chegou a ser atropelada, segundo eles.

A manifestação aconteceu desde o início da manhã e ficou mais intensa por volta das 11h, quando eles atearam fogo em pneus e começaram a fechar a via de maneira mais frequente. O trânsito ficou muito complicado no local. Na semana passada, uma manifestação com menor adesão já havia sido realizada no local, depois que a Susam anunciou a demissão de funcionários que trabalhavam em regime temporário. Eles serão substituídos por aprovados no concurso público de 2014, e a lista deve ser divulgada ainda esta semana.

"Desde aquele escândalo da Maus Caminhos, disseram que o governo ia se responsabilizar pelo pagamento do nosso salário, mas até hoje não pagaram. São mais de seis meses com salários atrasados. Alguns receberam, outros não", disse Adriana Matos, 26, técnica de enfermagem da Total Saúde e lotada no Pronto-Socorro da Zona Leste - Joãozinho. "Disseram que na primeira semana de setembro iam pagar a gente, mas até agora nada".Manifestantes por vezes liberavam apenas uma faixa para os veículos (Foto: Antônio Menezes)

Conforme os manifestantes, estão com mais de seis meses de salários atrasados enfermeiros, técnicos de enfermagem e funcionários de serviços gerais das empresas Total Saúde, Salvare, Narse, Tapajós e CPA, lotados nos hospitais 28 de Agosto, João Lúcio, Platão Araújo, Adriano Jorge, Fajardo, nos prontos-socorros da Zona Sul e da Zona Leste, nas maternidades Ana Braga e Balbina Mestrinho e na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Com apoio de agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), eles fecharam a avenida parcialmente e, por vezes, totalmente, causando um longo congestionamento na av. André Araujo. "Queremos receber, queremos receber", gritavam os manifestantes, pedindo buzinaço e contribuição dos motoristas. "Infelizmente temos que parar o trânsito. Desculpem motoristas, mas estamos com salário atrasado", disseram eles aos motoristas.

"Estão dizendo que é para a gente criar uma comissão e descer lá na Susam, mas lá tem um auditório. Só vamos se todos forem, porque todos estão com salários atrasados", disse Silvia Costa, técnica de enfermagem do Hospital Adriano Jorge, no microfone. "Muitos colegas saíram direto do plantão e vieram para cá, muitos estão com nome no Serasa e foram despejados porque não tem dinheiro para pagar aluguel. O governador só sabe dizer que está tudo bem, mas não está. Cadê o dinheiro para pagar nosso salário?", completou.

Resposta da Susam

Em nota, a Susam informou que as empresas responsáveis pelo pagamento dos salários estão com as contas bloqueadas pela Justiça e que a secretaria “assumiu e está honrando o compromisso” de pagá-los. De acordo com a pasta, um recurso para o pagamento dos profissionais foi depositado na semana passada, no entanto, “ocorreu uma falha no sistema, que inviabilizou o pagamento”. Segundo a Susam, o problema “já está sendo solucionado e até o final dessa semana os pagamentos serão efetuados”.

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