Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Terreno baldio vira criadouro de caramujos africanos ao lado de clínica veterinária do AM

Vizinhos de terreno abandonado na rua Belo Horizonte reclamam da infestação da praga, que coloca em risco a saúde da população



1.jpg Acúmulo de lixo no terreno contribui para a proliferação dos caramujos africanos
18/02/2013 às 13:19

Terreno utilizado como lixeira na rua Belo Horizonte, ao lado da Clínica Veterinária ProntoVet, no bairro de Adrianópolis, Zona Centro-Sul, está infestado de caramujos africanos e causando transtornos e perigo a quem vive ou trabalha na área. O local, sem limpeza há vários meses e com acúmulo de entulho e lixo, se transformou em criadouro perfeito para a praga, que prolifera em toda a cidade no inverno amazônico.

“Eu já reclamei para o dono, que é conhecido como ‘Zé Ferino’. Já denunciei pra prefeitura e todo ano esse terreno continua assim: cheio de mato, lixo e bicho”, reclamou um morador, que pediu sigilo à reportagem por temer represálias. Segundo ele, o terreno é usado por desocupados no período da noite para fazerem uso de bebidas alcólicas e drogas. “Toda noite a gente escuta a algazarra desses desocupados”, reclamou.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) informou que nesta segunda-feira (18) deve procurar o dono do terreno para notificá-lo e dar prazo para a limpeza do terreno. Caso a notificação seja descumprida, o proprietário poderá receber autuação e pagar multa de até R$ 3,5 mil.

Incidência

Originários da África e trazidos de forma ilegal para o Amazonas na última década, o caramujo africano se tornou uma praga nos terrenos de todos os bairros de Manaus. No clima quente e úmido da região, o molusco encontra as condições adequadas para se proliferar.

De acordo com a Semmas, não há comprovação científica nem registros de contaminação de seres humanos por caramujo africano. O fato é que eles são hospedeiros de germes e vermes que podem causar, sim, doenças graves. Por isso, a secretaria recomenda nunca manuseá-los sem que as mãos estejam protegidas. Outra recomendação é manter crianças longe dos animais.

A Semmas recebe denúncias para o combate ao caramujo africano nos telefones 08000 92 2000, 3236-8587 e 3236-9423 e ensina um  modo seguro e eficaz para a eliminação deles.

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