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Teste de fluido oral é realizado no AM para detectar o vírus HIV

Treinamento começou nesta terça-feira (31) na cidade com profissionais e organizações não-governamentais que darão início aos testes 01/04/2015 às 11:06
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Susam, em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou o primeiro módulo de treinamento que também vai ser levado aos municípios de Parintins e Tabatinga
LÍVIA ANSELMO Manaus (AM)

Quanto mais rápido o diagnóstico de uma doença, maiores são as chances de um tratamento eficaz. Pensando nisso, desde 2014 o Ministério da Saúde (MS) disponibiliza o teste fluido oral para detectar o vírus HIV. Ontem, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), iniciou o treinamento de profissionais e membros de organizações não-governamentais (ONGS) que, neste primeiro momento, serão os responsáveis pelos 15 mil testes que devem ser aplicados no estado.

O teste funciona como uma triagem e, de acordo com a coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Silvana Lima, inicialmente os alvos serão os grupos de risco, como as populações que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV, homens gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e moradores de rua, de acordo com o que classifica o MS.

O teste é simples, pode ser feito em qualquer lugar. No kit há um cotonete que ajuda na coleta de amostra. A esse material é adicionado a um reagente que dá o resultado em até 30 minutos. O aparecimento de uma linha vermelha significa que a amostra não é reagente. Duas linhas vermelhas indicam que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo.

Silvana ressalta que em casos positivos há necessidade de uma confirmação com um teste convencional. “Vale destacar que é apenas um teste de triagem. A partir disso é necessário procurar uma unidade de saúde para que novos exames sejam realizados”, explica.

Importância

Para quem trabalha na prevenção e executa tarefas para conscientizar a população sobre a necessidade do diagnóstico precoce, o teste rápido chega para aliar forças. “O ideal era que não houvesse infecção por vírus, mas sabemos que existe e diagnosticar rapidamente nos permite pessoas mais saudáveis”, disse.

Em quatro dias, os representantes das Associação Amazonense de Mulheres Independentes na Luta pela Livre Expressão Sexual (Aamiles); Rede Amizade Solidariedade; Redes de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV e Rede de Redução de Danos (Ardan) receberão treinamentos.

Parintins e Tabatinga incluídos

Além de Manaus, outros dois municípios do Amazonas têm chamado a atenção em relação aos números de casos de HIV/Aids: Tabatinga e Parintins ocupam o primeiro e o segundo lugar no ranking de contaminação realizado com números de 2014. Por isso, segundo Silvana Lima, os dois municípios também receberão os testes nesta fase inicial. Além dessas duas cidades, Bejamin Constant também vai entrar na rota de treinamentos.

A expectativa é que o número de casos registrados de HIV/AIDS aumente, já que há uma nova forma de detectar. No entanto, segundo Silvana, isso não significa que o Amazonas passa por uma epidemia ou alguma crise. “Só cresceu porque colocamos mais exames disponíveis ao lado de mais informação”, explica.

O treinamento será levado a Parintins, de 8 a 10 de abril. Em Tabatinga, a atividade acontece de 14 a 16 de abril.

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