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Cotidiano
SAÚDE

Teste do pezinho pode identificar até seis doenças logo após o nascimento

Segundo especialista, o teste faz parte de um conjunto de ações preventivas responsável por identificar precocemente doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas 05/06/2017 às 14:21
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Quando uma criança nasce, a principal preocupação dos pais é com o bem-estar e a saúde do recém-nascido. No Dia Nacional do Teste do Pezinho, nesta terça-feira (06), o professor do curso de Enfermagem da Faculdade Estácio, Marcos Vinícius Fernandes, faz um alerta para a importância da realização do exame, ainda na maternidade. O teste é responsável por detectar seis doenças que podem afetar o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

Segundo o professor, o Teste do Pezinho faz parte de um conjunto de ações preventivas responsável por identificar precocemente doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas. “O objetivo é oferecer tratamento, antes que a doença evolua, evitando sequelas e até mesmo a morte”, disse.

O professor destaca que o Ministério da Saúde (MS) instituiu, através da portaria 822, de 6 de junho de 2011, diversas ações de triagem neonatal, que incluem o Teste do Pezinho e que pretendem identificar e fazer o acompanhamento das crianças, na rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS).

A data ideal para a coleta do Teste do Pezinho é entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, devido às especificidades de cada doença. Marcos Vinicius, que também é chefe adjunto da Coordenação de Triagem Neonatal da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), ressalta que, com apenas algumas gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, é possível identificar, por exemplo, a fenilcetonúria, doença que causa deficiência mental. O professor explica que essa é uma doença rara e congênita e que faz com que o bebê nasça sem a capacidade de quebrar adequadamente moléculas do aminoácido chamado fenilalanina.

Outra doença detectada através do Teste do Pezinho é o hipotireoidismo congênito, que é causado pela incapacidade da glândula tiróide do recém-nascido de produzir quantidades adequadas de hormônios. A consequência para o bebê é o comprometimento do desenvolvimento mental e atraso no crescimento e desenvolvimento infantil. Também é possível identificar, por meio do teste, a doença denominada falciforme. Essa é uma enfermidade genética ocasionada por um defeito na estrutura da hemoglobina, que leva as hemácias a assumirem forma de lua minguante, quando expostas a determinadas condições, como febre alta e infecções, entre outras. “Nesse caso, o bebê pode desenvolver anemia hemolítica, insuficiência renal, infecções e até ter Acidente Vascular Encefálico (A VE)”, explicou.

O Teste do Pezinho identifica, ainda, a fibrose cística, doença hereditária considerada grave e que afeta vários órgãos. Nos pulmões, pode levar à infecção crônica, lesão pulmonar e ao óbito por disfunção respiratória. No pâncreas, há perda de enzimas digestivas, o que causa a má nutrição.

Outras doenças detectadas são a hiperplasia adrenal congênita, que causa entre outras coisas a puberdade precoce e desidratação, e a deficiência de biotinidase, que tem como consequência convulsão, atraso do desenvolvimento neurológico e problemas respiratórios .

*Com informações da assessoria de comunicação.

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