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Cotidiano
INSTRUÇÃO

Testemunha de acusação da ‘Maus Caminhos’ detalha compra de instituto

Advogado contou que teve primeiro contato com chefe do esquema em 2014 e que ele aparentava "conhecer bem" as pessoas que trabalhavam no instituto. Outras duas pessoas devem ser ouvidas hoje 03/05/2017 às 11:39
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Chefe do desvio, Mouhamad Moustafa, teria iniciado esquema em 2014 (Foto: Arquivo/AC)
Silane Souza Manaus (AM)

O advogado Josenir Teixeira, que intermediou a “compra” do Instituto Novos Caminhos (INC), disse em audiência de instrução, nesta quarta-feira (3), que teve o primeiro contato com Mouhamad Moustafa em julho de 2014. E que dois a três meses depois foi convidado para trabalhar assessorando na questão social do INC.

Conforme ele, Moustafa se apresentou como médico, que tinha conhecimento estendido em Manaus e que estava tentando expandir as atividades do instituto, inclusive para outros Estados, além do Amazonas, procurando outras instituições para formar parceria para que pudessem trabalhar juntos.

Ele também buscava informações técnicas sobre o relacionamento dos institutos com o poder público. Na ocasião, Moustafa aparentava conhecer bem as pessoas que trabalhavam no instituto, mas não se apresentou como representante do INC, conforme Teixeira.

"Ele (Mouhamad Moustafa) procurou um cliente meu e esse meu cliente me convidou para participar da reunião entre eles. Ele não me procurou direto. O que percebi era que o instituto era novo e ele estava procurando mais experiência para saber como funcionava na prática haja vista que esse instituto estava no início das suas atividades com o poder público".

Além de Josenir Teixeira, também foi ouvida Rosângela Garcia Escridelli, principal associada do INC, antes de o grupo de Mouhamad assumir o instituto. Ainda nesta manhã deve ser ouvido Adilson Netto da Silva, controlador de frota da Salvare em São Paulo. Os três são ouvidos por videoconferência, já que residem naquela cidade.

Às 13h30, estão marcados os depoimentos de Fabíola Cardoso Gomes, funcionária do INC que atuava na UPA Campos Salles, responsável pelas solicitações e recebimentos de medicamentos; Flávia Ferreira Feio e Jackson Aguiar Ribeiro, funcionários da Salvare que atuavam no Centro de Distribuição da empresa; e Paulo César Almeida de Souza, ex-gerente administrativo do CRDQ.

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