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Testemunhas reconhecem PMs suspeitos de sequestrarem rapazes após morte de policial em Maués

Corregedoria Geral e peritos criminais apuram o sequestro e desaparecimento de Douglas e Mateus, suspeitos de envolvimento em assassinato de PM 03/03/2015 às 10:02
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Três dos quatro PMs, supostamente envolvidos em dois sequestros em Maués foram identificados por testemunhas
Joana Queiroz Maués (AM)

Nesta segunda-feira (2) o presidente da Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, e o advogado da associação foram para Maués (a 356 quilômetros de Manaus), segundo ele para acompanhar os trabalhos da Corregedoria. “Tivemos a informação que todos os policiais de Maués desde o comandante até o os praças foram colocados no auditório da Comarca do município perfilados com numeração no peito para que a população apontasse quem eram os autores do sequestro das duas pessoas”, disse Gerson.

O sequestro e desaparecimento de Douglas e Mateus foi apurado por membros da Corregedoria Geral, além de peritos criminais que estão na cidade. De acordo com que foi apurado pela polícia de Maués, Douglas e Mateus foram sequestrado s duas horas depois do assassinato do policial militar Ronaldo da Silva Costa 31, morto a tiros e a golpes na sede do município.

A polícia também está tentando localizar e prender Elzo Lacerda de Souza, 28, principal suspeito do crime de Ronaldo, segundo a polícia de Maués, ainda está foragido. Além dele mais duas pessoas que fugiram com ele logo depois do crime do soldado Ronaldo.

Ontem, o delegado informou, por telefone, que as investigações estão em andamento. Segundo ele, Ronaldo e Mateus estão desaparecidos desde o dia em que o policial foi morto.

A polícia apurou que eles foram levados por um grupo de homens encapuzados, supostamente policiais militares, que invadiram as suas casas, os retirou a força. Deste então, nunca mais foram vistos.

De acordo com o delegado Raphael, com base nas investigações, não há dúvidas de que o desaparecimento de Ronaldo e Mateus está relacionado com a morte do soldado Ronaldo, uma forma de represália. Até ontem nenhum policial havia sido indiciado.

A irmã de Douglas, Alciane da Cruz Fernandes, 43, denunciou que o irmão foi assassinado por PMs em Maués em represália à morte de Ronaldo. Segundo ela, os policiais invadiram a casa do rapaz, o agrediram, o sequestraram, torturaram e depois o mataram em um matagal. Douglas não foi mais visto e a irmã nega o envolvimento dele no crime do soldado.

Assassinato motivado por ciúme

A morte do PM é vista como um crime passional motivado pelo ciúme de Júnior, atual namorado de Lorraine Ketelen da Cruz, do ex-namorado, o soldado Ronaldo. O soldado foi assassinado por volta das 2h, na rua Pescador, conjunto 25, bairro Mário Fonseca, área conhecida pelo tráfico de drogas, segundo a polícia, e onde Lorraine morava.


De acordo com as investigações, no local Ronaldo foi surpreendido pelos três suspeitos que fizeram vários disparos contra ele. As balas perfuraram a coxa, a mão e o crânio. O PM ainda foi golpeado várias vezes com terçado e estaca na cabeça. Conforme policiais colegas de Ronaldo, o PM tentou se defender sacando a própria arma e efetuando disparos, mas as balas acabaram e ele foi morto. O corpo de Ronaldo ainda teria sido arrastado no asfalto da rua Pescador.

O crime teria causado revolta nos policiais militares que decidiram fazer justiça com a própria mãos.

Ontem, A CRÍTICA teve acesso a informações de que os militares ficaram ainda mais revoltados porque o sequestro e desaparecimento de Douglas e Mateus está sendo investigado em caráter de urgência, já o do policial nenhum suspeito foi preso.

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