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TJ retira de pauta projeto que acaba com reajuste automático no salário de servidores

Após pressão de funcionários do Tribunal de Justiça, desembargadores retiraram da pauta do dia projeto que acaba com reajuste automático anual dos salários 17/03/2015 às 11:53
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Servidores lotaram o plenário do Tribunal de Justiça
NATÁLIA CAPLAN Manaus (AM)

Cerca de 200 servidores públicos do sistema judiciário estiveram na manhã desta terça (17) em sessão no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para protestar contra a proposta de resolução que acaba com o reajuste automático anual dos salários dos funcionários.

Vestidos de preto, eles vaiaram a presidente do órgão, desembargadora Graça Figueiredo, após ela declarar que não sabia “porque uma classe tão afinada” estava fazendo tal manifestação no Pleno.

Questionada pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes sobre a votação do recurso administrativo, Graça Figueiredo retirou o assunto da pauta do dia. De acordo com Graça, nesta terça (17) o documento deveria apenas receber emendas.

A autora da proposta é a própria Graça Figueiredo. “Minha administração não empurra nada ‘goela abaixo’. Será discuto antes de ser votado”, declarou.

Com a retirada da ação das discussões do dia, o grupo de funcionários públicos deixou a sessão e comemorou a breve “vitória”. Porém, demonstrou indignação com a proposta e denunciou a existência de “perseguição” dentro dos órgãos onde trabalham.

“Se depender do Tribunal de Justiça, nunca terá dinheiro para os servidores. Não temos como depender do orçamento para receber a correção”, disse uma concursada, que preferiu não se identificar.

O projeto, ainda em gestação, pretende acabar com a correção salarial automática dos servidores do Tribunal, vinculando-o a negociações com sindicatos e à existência de orçamento, diferente do que está acordado desde 2008.

Na última segunda-feira (16), Sindicato dos Servidores do TJ ingressou com pedido de liminar no próprio Tribunal e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o projeto perda o selo de sigilo, e que todos saibam quais os votos que serão dados por de cada desembargador.

Os servidores do TJ declararam, ainda, que vão continuar indo nas sessões do Pleno até que a proposta de resolução saia definitivamente de pauta ou que se criem emendas que não prejudiquem os funcionários.

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