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Todos os acusados devem ficar detidos, decide desembargadora da Operação Cauxi

Pedido de revogação de prisão de um dos investigados foi negado e prisões temporárias, que durariam no máximo cinco dias, convertidas em preventivas; operação desarticulou grupo que fraudava licitações na Prefeitura de Iranduba 16/11/2015 às 10:27
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David Queiroz Félix é ex-secretário de finanças do município de Iranduba-AM
Joana Queiroz Manaus (AM)

A desembargadora Carla Reis, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), indeferiu nesta sexta-feira (13) o pedido de revogação da prisão preventiva com o pedido alternativo de substituição de prisão por prisão domiciliar do ex-secretário de finanças David Queiroz Félix, preso na operação Cauxi, apresentado pela defesa do suspeito alegando que o mesmo é portador de portador de hipertensão arterial, diabetes e cardíaco, necessitando de tratamento contínuo.

De acordo com o promotor do Gaeco Lauro Tavares, no dia em que foi preso o ex-secretário tentou piorar o seu estado de saúde, provavelmente com o intuito de conseguir uma prisão domiciliar.

David se negou a tomar a sua medicação, a insulina para o diabetes, recusou receber qualquer tipo de alimentação e, no final do dia passou mal e teve que ser levado para o pronto socorro 28 de Agosto onde passou parte da noite. “Ele (David) ainda pedia que colocassem açúcar em suas bebidas”, revelou Lauro Tavares.

Em seu despacho a desembargadora Carla Reis disse que ao que indicam os documentos apreendidos e os depoimentos até então colhidos foi substancial para o sucesso das empreitadas criminosas tendo em vista que os procedimentos licitatórios que tanto lesaram o erário público do “pobre” Município de Iranduba eram fabricados sob o comando de David. Além do mais, no dia da operação que estava sendo cumprido o mandado de prisão e de busca e apreensão na casa do ex-secretário este exigiu que uma de suas filhas fosse autorizadas a ir para a sua escola, porém verificou-se que no interior da mochila de cor rosa da menina havia inúmeros documentos que interessavam diretamente a deflagrada operação. Por esses e outros motivos a desembargadora decidiu por bem manter o secretário atrás das grades.

Ainda no final da tarde, a desembargadora transformou a prisão temporária de cinco dias em prisão preventiva da irmã do prefeito afastado Nádia Medeiros por conta da estreita ligação dela com os principais mentores intelectuais da organização criminosa que são o prefeito afastado Xinaiki Medeiros e o secretário de Finanças David Queiroz.  Carla Reis também  prorrogou por mais cinco dias a temporária do ex-secretário  André Maciel Lima, de acordo com a magistrada para concluir as investigações.

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