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Tomate puxa alta de 0,5% no preço da cesta básica em Manaus, que está entre as 10 mais caras

Em relação à redução no valor dos produtos, a farinha de mandioca, um dos principais alimentos presente na mesa do amazonense, obteve a maior queda 04/11/2015 às 19:23
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Fruta teve alta de 6,64% e outros cinco produtos tiveram queda
Saadya Jezine Manaus (AM)

O preço da cesta básica em Manaus fechou em R$ 337,42 no mês de outubro, apresentando um ligeiro aumento (0,5%) em comparação ao mês de setembro, que havia fechado em R$ 335,73. Em valores reais, o aumento foi de R$ 1,69. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com isso, Manaus segue ocupando a 10ª posição no ranking de cestas mais caras entre as capitais pesquisadas.

Em relação ao comprometimento da cesta básica com o rendimento líquido do trabalhador, foi identificado que em outubro, chegou a 47,02% do salário do cidadão. No mês anterior, o comprometimento do rendimento líquido tinha sido de 48,60% com a aquisição dos alimentos básicos que compõem a cesta – carne bovina, arroz, leite, feijão, farinha de mandioca, manteiga, olho de soja, açúcar, banana

Produtos

Dos 12 produtos que integram a cesta básica, sete apresentaram alta e cinco tiveram queda no mês pesquisado. O tomate (6,64%), o óleo (2,49%) e o açúcar (1,6%) foram os que apresentaram maior índice, acompanhados do feijão (1,19%), carne bovina (1,08%), arroz (0,42%) e café (0,22%).

Segundo Inaldo Seixas, economista e supervisor técnico do Dieese-AM, o aumento no valor do tomate está ligado a cultura curta do produto e consumo. “Ofertamos para nossa região e para outros Estados”, afirma. O aumento do óleo, é conseqüência da alta demanda interna e a desvalorização cambial, “já que a soja é taxada em dólar”, complementa.

Em relação à redução no valor de venda dos produtos, a farinha de mandioca, um dos principais alimentos presente na mesa do amazonense, obteve a maior queda (-7,3%).

Foto: Arquivo/AC

O resultado é conseqüência da grande disponibilidade de mão de obra para a produção dessa cultura.  A banana, que havia aumentado mês passado, obteve em outubro o segundo maior recuo (-5,24%), “isso porque existe grande produção, mas por ser in natura, não há possibilidade de estocagem, levando a redução no valor  para reduzir prejuízos”, destaca o economista. Houve ainda, queda no valor do leite (-2,42%), manteiga (-1,68%) e pão (-0,64%).

Tendência é ficar mais cara

A tendência do preço da cesta básica é aumentar nos próximos meses, reflexo da inflação presente na economia brasileira, destaca o economista e pesquisador Igor Gonçalves. No entanto, para o Amazonas, a previsão é que esse aumento seja lento, tendo em vista a produção de algumas culturas na região.

“Produtos sem possibilidade de estocagem, tendem a equilibrar o valor da cesta, porque ainda temos produtos que dependem do dólar, com grande chance de, aumentar”, destacou. Fatores como transporte de produtos por diversas vias - fluviais, terrestres, aéreas -  além de fluxo hidrológico das águas, respeitando os períodos da safra de cada produto, quantidade de mão de obra,  e valor do dólar  são fatores que incidem na relação oferta/demanda, influenciando no valor dos produtos.

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