Sábado, 19 de Outubro de 2019
PETS

Tosse e fadiga: sinais de alerta do coração dos animais domésticos

Donos de cães e gatos devem ficar atentos aos sintomas apresentados pelos pets e fazer exames de rotina para melhor prognóstico



PETS_CORACAO_001.jpg Algumas raças têm maior predisposição para patologias no coração e devem ter atenção redobrada
23/07/2017 às 09:00

Crises de tosse a ponto de engasgar sozinha e muita fadiga, sem vontade de brincar como antes. Esses foram os sinais incomuns apresentados por Nina, que chamaram a atenção de Dieila Mota, 40. Preocupada, ela levou a poodle de 13 anos de idade ao veterinário. Após uma série de exames, veio o resultado: coração grande e insuficiência cardíaca. Para a supervisora de Recursos Humanos, conhecer a amiga de quatro patas foi essencial.

“O dono deve conhecer bem o seu animal de estimação, garantir as vacinas em dia, cuidar bastante da alimentação, manter água potável sempre à disposição e estar presente no dia a dia. Assim, consegue identificar se algo está errado na sua saúde”, afirma. “Ter acompanhamento com um bom veterinário também é fundamental para o controle e bem estar dele”, completa.



Após o diagnóstico, em abril, foram prescritas quatro medicações diárias, das quais uma precisa ser solicitada em uma farmácia de manipulação veterinária de Brasília (DF). Nina também come ração para cachorros com problemas cardíacos, deve evitar fortes emoções ou qualquer tipo de estresse e teve acesso à caminhada restrito. Mesmo assim, tem uma vida feliz e tranqüila.

“Ela vive bem, com alimentação regrada e medicação dada nos horários corretos. Mas o cão cardíaco requer acompanhamento médico, ter a pressão arterial e os batimentos sempre controlados. Mas, uma vez que seja bem assistido por um bom veterinário é possível, sim, ter qualidade de vida, sem sofrimento”, ressalta Dieila, que sempre leva a peludinha para avaliação na clínica Faro Fino.

Raças predispostas

De acordo com o médico veterinário Diogo Costa, 39, tanto gatos, quanto cachorros podem apresentar problemas de ritmo e/ou morfológicos no coração. Entretanto, as arritmias estão muito presentes nos pequenos animais. A mais comum em caninos é a cardiopatia dilatada, enquanto os felinos costumam desenvolver a cardiopatia hipertrófica. Por isso, os tutores devem ficar atentos aos sintomas, independentemente da idade.

“Hoje, sabemos que idade não é sinal de doença, mas devemos ficar atentos, pois animais mais velhos têm tendência a desenvolver algumas doenças. A única maneira de prevenir é manter a visita periódica ao veterinário. Principalmente, animais acima de seis anos de idade. Manter exames de rotina, pois só assim poderão ser detectadas possíveis patologias a tempo de ser tratadas com melhores resultados”, ressalta.

Especializado em anestesiologia veterinária, ele atende em diferentes clínicas — Dr. Pires, Polivet, Maskote, Ortocão, entre outras — e lembra a necessidade de investigar em algumas raças com predisposição. Principalmente, se o pet precisar ser submetido a um procedimento anestésico/cirúrgico. É imprescindível e obrigatório o veterinário solicitar os exames antes, com uma avaliação clínica, devido aos riscos.

“As raças de cães predispostas a ter problemas cardíacos são: Boxer, Bulldog, Pinscher, Poodle e Yorkshire; por isso, devem ser avaliadas em qualquer idade. Em gatos, devem ser investigadas raças como persa, mas problemas relacionados à cardiopatia devem ser investigados em todos, mesmo os sem raça definida”, finaliza Costa.

Sintomas e Exames

Segundo o médico veterinário da Equilíbrio (Total Alimentos), Marcello Machado, o diagnóstico da doença cardíaca é realizado por meio de exames específicos: a bioquímica sérica (sangue) e o ecodoppler cardiograma e deve ser realizado por um veterinário, de preferência, especialista em cardiologia. Os principais sintomas são: dificuldade para respirar; alteração da cor da língua; rejeição às atividades físicas; sono demasiado; fadiga; sede excessiva e tosse seca ou com secreção.

BLOG Thaís Santos da Silva, 22, dona de Sansão

“Sansão é da raça Dachshund, está com 14 anos e tem sopro no coração. Ele não toma nenhum remédio específico, mas tem acompanhamento veterinário constante e come uma ração especial. Descobrimos por meio de um exame de risco cirúrgico para realização de uma cirurgia de remoção de cálculo dentário (tártaro). Ele possui qualidade de vida normal, brinca e passeia. Às vezes, o levo sempre para andar na Ufam, mas ele não corre (acho q devido à idade). Os donos devem levar o animal ao veterinário para ter acompanhamento e prestar atenção se vai haver alguma alteração clínica no quadro.”


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