Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Trabalhadores da construção civil fazem protesto para pedir apoio contra a terceirização no setor

A manifestação aconteceu na manhã desta quinta-feira (20), das 6h às 8h30, em uma área da Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus



1.jpg De acordo com Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM), 4 mil manifestantes estiveram presentes no ato
20/08/2015 às 11:21

Trabalhadores da construção civil e integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (20), das 6h às 8h30, em uma área da Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Durante o ato, os manifestantes pediram apoio dos políticos do Estado na luta pelos direitos trabalhistas e contra a terceirização no setor.

De acordo com Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM), os quase 4 mil manifestantes vieram lutar pelos direitos dos trabalhadores, sem levantar bandeira para grupos políticos.

“A maior dificuldade que temos no Estado é a terceirização. Há no Amazonas quase 50 mil trabalhadores terceirizados na construção civil. Somos contra a terceirização nos canteiros de obras. As autoridades querem mexer no FGTS, Seguro Desemprego e INSS, todos direitos conquistados com muita luta”, disse.

O sindicalista revelou ainda alguns dos problemas enfrentados pela classe nas empresas. “A maioria não oferece cesta básica, às vezes assina a carteira do funcionário e não a devolve, algumas declaram falência e o trabalhador tem que ir na Justiça tentar receber os seus direitos, outras não dão fardamento e ainda pagam atrasados os funcionários”, declarou Custódio, que já pediu apoio dos senadores do Amazonas para votarem contra a terceirização.

A manifestação acabou por volta das 8h30 porque, segundo o presidente do Sintracomec-AM, estavam chegando políticos da região querendo se promover com a situação. “Liberamos todos porque este foi um ato de trabalhadores, não de políticos falando para atacar A, B ou C”.

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) fez o controle do tráfego para evitar transtornos na via onde ocorreu o ato. A Polícia Militar também acompanhou a manifestação, que foi pacífica do início ao fim.

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