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Trabalhadores da construção civil fazem protesto para pedir apoio contra a terceirização no setor

A manifestação aconteceu na manhã desta quinta-feira (20), das 6h às 8h30, em uma área da Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus 20/08/2015 às 11:21
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De acordo com Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM), 4 mil manifestantes estiveram presentes no ato
Rafael Seixas Manaus (AM)

Trabalhadores da construção civil e integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (20), das 6h às 8h30, em uma área da Avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Durante o ato, os manifestantes pediram apoio dos políticos do Estado na luta pelos direitos trabalhistas e contra a terceirização no setor.

De acordo com Cícero Custódio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil no Amazonas (Sintracomec-AM), os quase 4 mil manifestantes vieram lutar pelos direitos dos trabalhadores, sem levantar bandeira para grupos políticos.

“A maior dificuldade que temos no Estado é a terceirização. Há no Amazonas quase 50 mil trabalhadores terceirizados na construção civil. Somos contra a terceirização nos canteiros de obras. As autoridades querem mexer no FGTS, Seguro Desemprego e INSS, todos direitos conquistados com muita luta”, disse.

O sindicalista revelou ainda alguns dos problemas enfrentados pela classe nas empresas. “A maioria não oferece cesta básica, às vezes assina a carteira do funcionário e não a devolve, algumas declaram falência e o trabalhador tem que ir na Justiça tentar receber os seus direitos, outras não dão fardamento e ainda pagam atrasados os funcionários”, declarou Custódio, que já pediu apoio dos senadores do Amazonas para votarem contra a terceirização.

A manifestação acabou por volta das 8h30 porque, segundo o presidente do Sintracomec-AM, estavam chegando políticos da região querendo se promover com a situação. “Liberamos todos porque este foi um ato de trabalhadores, não de políticos falando para atacar A, B ou C”.

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) fez o controle do tráfego para evitar transtornos na via onde ocorreu o ato. A Polícia Militar também acompanhou a manifestação, que foi pacífica do início ao fim.

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