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Trabalhadores dos Correios do Amazonas encerram greve e voltam ao trabalho após 11 dias

As reivindicações da categoria foram atendidas após reunião com a diretoria da empresa, como transferir o horário de entrega das correspondências para o período matutino 04/08/2015 às 18:06
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Trabalhadores retornaram às atividades nesta terça-feira (4)
VINICIUS LEAL Manaus

Os funcionários dos Correios do Amazonas voltaram a trabalhar na manhã desta terça-feira (4) após decidirem encerrar a greve da categoria durante uma reunião ocorrida na noite de ontem (3) entre membros do sindicato Sintect-AM e da diretoria regional da empresa. Foram 11 dias de paralisação, desde o dia 24 de julho, sexta-feira.

Segundo o vice-presidente do Sintect-AM, Antenor Vieira dos Santos, as reivindicações dos trabalhadores foram atendidas pela empresa após negociação. “Por determinação de (Correios em) Brasília, a direção regional aceitou negociar com o comando de greve. Houve duas reuniões conseguimos chegar a um acordo”, disse Vieira dos Santos.

Representando 1.400 trabalhadores em todo o Amazonas, o Sintect-AM reivindicava contra péssimas condições de trabalho – como a entrega de correspondências em horários inapropriados; uma mudança no sistema de triagem de correspondências; e a transferência de um funcionário dirigente sindical, feita de forma arbitrária, segundo o sindicato.

“Eles aceitaram a implantação da entrega de correspondências (ser feita) pela parte da manhã. À tarde o sol fica muito escaldante, e a temperatura alta prejudica os carteiros”, explicou Antenor. “Tradicionalmente (a entrega das correspondências) era pela parte da tarde, mas é uma reivindicação nossa a nível nacional”.

Segundo Antenor, a partir da próxima semana, o novo sistema de entrega no período matutino começa a funcionar. “À tarde será só serviço interno, para que no outro dia de manhã a triagem já esteja pronta e eles só saiam para entregar. Em alguns setores já estava implantada (o trabalho matutino), mas a empresa vinha protelando”.

O novo sistema de triagem, também uma reclamação da categoria, voltará ao modo convencional e o dirigente sindical não será mais transferido de setor. “Por ser dirigente sindical e fazer uma mobilização, ele tinha sido transferido pelo diretor regional para um setor muito mais difícil, sem ser consultado”, explicou Antenor.

Greve nacional

Além da paralisação a nível local, no Amazonas, os trabalhadores dos Correios de todo o Brasil estão em negociação com a direção geral da empresa, em Brasília, para tentar um aumento de salário. A campanha nacional tem calendário até o dia 15 de setembro, e se após esse prazo não houver avanço nas negociações, poderá haver greve nacional.

Empresa

Segundo os Correios, 100% do efetivo já voltaram ao trabalho após o fim da greve. Porém, a empresa não respondeu à reportagem a quantidade de correspondências em atraso para serem entregues. Em nota, os Correios afirmaram que farão “todos os esforços para recuperar e manter a regularidade na distribuição de objetos postais no menor espaço de tempo possível”.

Os Correios afirmaram, também por meio de nota, que os dias parados serão compensados e será realizado, ainda este ano, um concurso público para a contratação emergencial de mão-de-obra temporária, com 40 vagas para terceirizados. Empresa realizadora do concurso, prazo de inscrição e data da prova não foram informados.

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