Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021
ECONOMIA

Vendas de fim de ano terão que se adaptar a realidade imposta pela pandemia

Opções como Delivery e drive-thru tem sido alternativas adotadas e intensificadas pelos comerciantes



WhatsApp_Image_2020-11-11_at_21.24.02_6270B792-FE38-4584-BA47-949BD1EF8CCD.jpeg Foto: Yasmin Feitosa
11/11/2020 às 21:38

Em ano de pandemia e com medidas adotadas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus, as tradicionais vendas de fim de ano terão que se adaptar a uma nova realidade. A preferência por compras pela internet será uma alternativa para minimizar os prejuízos causados ao comércio. 

De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Azury Benzion Manoa, as lojas irão apostar nas vendas pelos canais digitais, oferecendo facilidades para que os clientes possam fazer seus pedidos. 



Opções como Delivery e drive-thru tem sido alternativas adotadas e intensificadas pelos comerciantes, já que o contato reduzido entre os clientes, lojistas e funcionários minimizam as chances de circulação do vírus. 

Apesar de haver um decreto do Governo do Estado, que proíbe ações de liquidação e promoção que geram aglomerações, as entidades representativas do comércio, empresários e lojistas adotaram medidas para manter as vendas tradicionais do período. Porém, as promoções comuns da temporada que antecede as festas de fim de ano devem sofrer alterações no modo que serão executadas.

A tão aguardada ‘Black Friday’, por exemplo, que acontece todo ano na última semana de novembro, e costuma movimentar o comércio em todo o país com promoções, foi uma das ações ameaçadas pela pandemia. Em ofício enviado às associações de lojistas, pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, o Governo do Estado reforçou a proibição de ações de liquidação e promoção que gerem aglomerações, e a Black Friday se enquadra no quesito. 

“Nem os empresários, nem o Governo e nem a própria população querem aglomeração, mas a Black Friday é sinônimo de aglomeração”, disse o presidente da FCDL, Ezra Azury Benzion Manoa. Pensando nisso, na semana passada, o Governo do Estado através do Comitê da Covid-19 promoveu uma reunião virtual com os representantes do comércio.

Na ocasião, houve o compromisso por parte das entidades, na manutenção dos protocolos de saúde e o cumprimento do decreto que proíbe a realização e divulgação de liquidações e ações similares, na modalidade presencial, nos estabelecimentos comerciais.

“Tivemos uma conversa com o Governo do Estado e entendemos que a Black Friday não vai ser feita da maneira como nós estamos acostumados, com aquelas filas e confusões”, explicou o presidente da FCDL.

Segundo Manoa, as tradicionais vendas da Black Friday serão feitas com algumas promoções pontuais e vai ser dada preferência para as compras online. “As pessoas vão no site fazer suas compras e a entrega pode ser feita em casa ou elas vão buscar na loja, dependendo da negociação que for feita. As lojas que não tem site vão trabalhar por aplicativos de mensagem e redes sociais”, disse.

Com adoção de novos hábitos de compra, os estabelecimentos comerciais foram autorizados a retornar com as atividades, desde que fossem respeitados os protocolos de saúde. As medidas preventivas como uso obrigatório de máscara, distanciamento entre os clientes, disponibilização de álcool em gel e quantidade restrita de pessoas foram reforçados pelos órgãos de saúde. 

No ofício, encaminhado às entidades representantes do comércio, o Comitê ressaltou ainda que os protocolos de saúde devem ser respeitados em todas as lojas de centros comerciais e shopping centers da capital. 

Procurados pela reportagem, os principais shoppings da cidade ressaltaram que, desde o início da pandemia têm seguido as orientações dos órgãos de saúde e adotado uma série de protocolos para manutenção da segurança e saúde dos clientes e lojistas. Os mesmos procedimentos continuarão sendo seguidos também no período de compras de fim de ano. 

Para a vice-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), a economista Denise Kassama, os anos anteriores à pandemia também foram anos atípicos, devido à crise econômica que se instalou no país em meados de 2015. “Em 2019, havíamos apresentado uma leve recuperação, quando no ano seguinte tivemos essas questões trazidas pela pandemia e conseguimos superar os anos atípicos da crise”, disse Denise. 

A economista destaca que, no segundo semestre de 2020, um relativo aumento no consumo tem sido observado pelos especialistas. Esse aumento, segundo explicou Denise, muito se deve em função do auxílio emergencial disponibilizado pelo Governo Federal, cujas parcelas estão previstas para serem encerradas no final do ano. Visto isto, as famílias devem retrair seus hábitos de consumo durante as compras do período.

“Esse Natal de 2020, mais do que nunca vai ser o natal das lembrancinhas. Por prudência, falta de crescimento econômico e redução da renda, o brasileiro provavelmente vai optar pelas lembrancinhas ao invés dos grandes presentes. Então, o comércio que observar essa tendência de consumo é o que tende a se dar melhor”, apostou a economista.


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