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Tragédia com helicóptero: corpos serão levados para Brasília, onde passarão por exame de DNA

As condições descritas do local do acidente indicam que a aeronave se chocou a uma velocidade de 240 km/h contra uma samaumeira na hora da queda. Apesar do forte impacto, a aeronave não explodiu. O acidente ocorreu às 18h17 03/06/2015 às 21:19
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Pedaços dos corpos chegaram ao aeroporto em um único saco e foram levados para o Hospital de Guarnição de Tabatinga
Eduardo Gomes - Especial para a crítica Tabatinga (AM)

Os corpos das vítimas do acidente com um helicóptero em Atalaia do Norte,  resgatados na tarde desta quarta-feira (3) e levados para Tabatinga, serão levados para Brasília para ser feita a identificação do DNA de cada um dos mortos. Isso porque estão bastante mutilados e em estado de decomposição impedindo o reconhecimento por parte dos familiares.

As vítimas são: o piloto da aeronave Alexandre Felix Souza, as grávidas Marceleia Cruz dos Santos Marubo, Luciana Guedes do Carmo, a enfermeira Luzia Fernandes Pereira e Marcelânia Souza da Silva na condição de acompanhante e intérprete das grávidas.

A aeronave se chocou a uma grande velocidade com uma enorme árvore, uma samaumeira, causando a destruição total da aeronave. O filho da enfermeira Luzia Fernandes e a esposa do piloto aguardaram a chegada dos corpos no Instituto Médico legal de Tabatinga, bem como o coordenador do Dsei/Javari, Herodoto Jecim de Sales.

A aeronave desaparecida desde o final da tarde de sexta-feira (29/05) quando fazia o transporte das grávidas da aldeia Pentiaquinho no Vale do Javari em Atalaia do Norte para Tabatinga foi detectada inicialmente no final da tarde desta terça-feira (2) pela Força Aérea. A confirmação ocorreu ao amanhecer desta quarta-feira. Os corpos das vítimas estavam destroçados, bem como a aeronave. O acidente ocorreu nas imediações da cabeceira do Igarapé São João, próximo da cidade de Atalaia.

O trabalho de resgate dos corpos foi demorado. As condições do terreno que impediu o pouso do helicóptero da Força Aérea, corpos bastante fragmentados e assim como a aeronave que caiu, dificultou o trabalho das equipes que demorou quase dez horas.

Segundo o médico legista de Tabatinga, Valderi Nobre de Mesquita, todos os cinco corpos foram trazidos em uma só bolsa. “As peças anatômicas estão muito fragmentadas. Impossível de os familiares fazerem o reconhecimento”, declarou.

DNA

Devido ao estado dos corpos muito mutilados, o filho da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, Yuri Fernandes de Souza, tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, pediu que os corpos fossem submetidos a exame de DNA, sugestão acatada de comum acordo com policiais federais e militares envolvidos na operação. “Por isso não fizemos o exame de necropsia”, disse Valderi.

Segundo o legista o temor é que sejam atribuídos membros e partes do corpo a uma outra vítima. Do aeroporto com a segurança reforçada por militares do 8º. Batalhão de Infantaria de Selva, os despojos foram levados ao Instituto Médico Legal de Tabatinga que funciona anexo ao Hospital de Guarnição, cuja rua de acesso foi interditada, onde também Hospital.

Equipes do 8º. Batalhão de Infantaria de Selva foram deslocadas ainda na madrugada desta quarta-feira para o local com objetivo de isolar a área. Hoje pela manhã uma equipe o Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Seripa VII também seguirá para a área para realizar a perícia técnica.

Condições

As condições descritas do local do acidente indicam que o helicóptero da Moreto Táxi Aéreo se chocou a uma velocidade de 240 km por hora contra a samaumeira na hora da queda. Apesar do forte impacto, a aeronave não explodiu o que indica que estaria com pouco combustível. As equipes de resgate encontraram um pequeno vestígio de fogo em uma árvore.

Quanto aos passageiros há suspeita que não estavam usando cinto de segurança. O acidente ocorreu às 18h17min, início do anoitecer na região.

A aeronave prestava serviço para o Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari, transportando pacientes, profissionais de saúde e ações médicas e campanhas de vacinação aos mais de 5 mil índios de seis etnias que habitam a Terra Indígena do Vale do Javari, uma das maiores do Brasil.

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