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Trajetória política: Artur Neto completa 35 anos de vida pública

Eleito deputado federal em 1982, Artur Neto iniciou a partir de então carreira no Parlamento, interrompida em 1988, quando se elegeu prefeito de Manaus pela primeira vez 08/11/2013 às 07:47
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Em 1987, Artur Neto chama atenção para a questão indígena em seminário na CMM que discutiu o assunto
André Alves Manaus, Am

Prestes a completar 68 anos, pai de quatro filhos e avô de três netos, Artur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto comemora hoje 35 anos de carreira pública, que iniciou com uma derrota - em 1978, quando disputou a primeira eleição, para deputado federal - e que, ao longo dos anos, acumulou vitórias, confrontos, erros de percurso e a marca de um discurso contundente. O ímpeto pela política veio de dentro de casa. Na década de 60, quando ainda era adolescente, Artur Neto viu o pai, então senador Arthur Filho, ser cassado pela ditadura militar.

Fã de Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Carlos Lacerda e Gilberto Mestrinho, Artur tenta, na atualidade, conciliar a manha que adquiriu no Parlamento com os encargos do Poder Executivo para ser o ‘prefeito da Copa’ em uma cidade onde os problemas não param de brotar. Há pouco mais de 300 dias Artur Neto exerce a função de prefeito de Manaus, pela segunda vez. Se vai deixar o cargo para disputar o Governo do Estado, em 2014, só o tempo dirá. Mas ele garante que fica no mandato até o final.

Eleito deputado federal em 1982, Artur Neto iniciou a partir de então carreira no Parlamento, interrompida em 1988, quando se elegeu prefeito de Manaus pela primeira vez. Após cumprir o mandato na administração municipal, voltou ao Parlamento Federal, onde ficou por 20 anos entre nas funções de deputado federal e senador. Entre 2001 e 2002, Artur foi ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência na gestão de Fernando Henrique Cardoso, função semelhante à exercida hoje pelo chefe da Casa Civil.

Há três anos, ele perdia a reeleição para o Senado Federal, onde permaneceu por oito anos seguidos. Lá, havia acumulado brigas e confrontos públicos, entre eles, com então popular presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ganhou a antipatia de Lula. Mas, recentemente, durante solenidade no Senado Federal, ouviu do ex-presidente: “Você faz falta aqui”. Artur não só faz, como sente falta. Mas parece ter abraçado Manaus como causa.

“Ele tem um ritmo frenético de trabalho que não é muito normal. Às vezes, vai inspecionar obras às 2h da manhã”, relata o filho, Arthur Bisneto, deputado estadual e 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). Dentre as qualidades do pai, Bisneto assegura que a obstinação está em primeiro lugar.  “Ele erra como todo mundo. Mas, busca o acerto para evitar o erro. Põe objetivos e cumpre. É obstinado. Não foge de desafios. Não faz política por trás. Tem uma renda compatível com a vida pública. Não se corrompeu pelas facilidades”, diz.

A primeira-dama Goreth Garcia segue a mesma linha de raciocínio. “O Artur não abre mão das suas convicções. Tem uma paixão inexcedível pelo Amazonas. Nunca vi alguém tão obstinado na defesa das próprias teses”, comenta ela. “Tem uma paixão pela política que o faz respirar política e envolve toda família”, afirma.

Para o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB) que foi secretário de Finanças na primeira vez em que Artur Neto administrou Manaus, o tucano manteve a coerência do discurso ao longo dos anos. “É determinado como ninguém, solidário e busca alcançar seus objetivos”, pondera Serafim Corrêa. “Dentro das condições e dos limites, está se saindo muito bem como prefeito”.

Cronologia/ Trajetória Política

1978 - Já no cargo de diplomata, Artur Neto concorreu e perdeu a eleição para deputado federal. Foi a primeira tentativa de exercer um cargo eletivo. O primeiro filho, Arthur Bisneto, nasceu no ano seguinte.

1982 - Quatro anos depois da derrota, ele volta a concorrer ao cargo de deputado federal e dessa vez sai vitorioso. O pai, cassado pela Ditadura Militar, teve participação pública discreta durante a campanha, porque ainda se via perseguido pelos militares.

1986 - Concorre ao governo contra Amazonino Mendes, candidato do então governador Gilberto Mestrinho. A chapa encabeçada por Amazonino, que tinha Vivaldo Frota como vice, logra êxito. Fábio Lucena e Carlos De’Carli são eleitos para o Senado.

1988 - Artur vence Gilberto na eleição para a Prefeitura de Manaus. Após cumprir quatro anos de mandato, candidata-se novamente à Câmara Federal e vence. Em 2002, ele concorre ao cargo de senador da República e conquista a função, onde ficou por oito anos.

2010 - Ao tentar reeleger-se, Artur perde o mandato na disputa com a então deputada federal Vanessa Grazziotin, candidata de Lula e de Eduardo Braga. Depois disso, isolou-se em Portugal. Em 2012, voltou para Manaus, concorreu à prefeitura e venceu.

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