Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Tratamento de câncer é retardado e agravado por inúmeros problemas na FCecon

Aflitos com a situação de emergência, pacientes denunciam pane de equipamentos e falta de medicamentos na unidade, o que prejudica no tratamento de câncer  



1.jpg Pacientes reclamam das condições de atendimento da unidade especializada em tratamento contra o câncer
09/10/2014 às 12:29

O sogro da autônoma Maria Raquel Rodrigues está tentando realizar um exame de broncoscopia na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), para verificar se o tumor que ele tem no pulmão é câncer, mas o equipamento necessário ao procedimento estaria quebrado. As cirurgias para retirada de tumor no estômago também foram suspensas, causando temor e revolta entre pacientes e seus familiares.

“Para quem está enfrentando um câncer, cada atraso diminui as chances de cura. Isso não pode acontecer”, comentou, indignada, Vanessa da Silva, que está com o pai, de 74 anos, aguardando cirurgia na instituição, depois que foi confirmado o diagnóstico de câncer no estômago, em junho deste ano. O procedimento cirúrgico para a retirada do tumor foi adiado duas vezes. Na última, em setembro, a família foi avisada que o hospital não poderia realizar a cirurgia por falta de material, sem previsão de nova data.

Vanessa contou que os familiares se reuniram e partilharam as despesas com consulta médica e exames particulares devido à demora na marcação desses procedimentos na FCecon. “Procuramos médico na fundação, mas nunca tinha vaga. Para agilizar, fizemos a consulta particular e os exames também, uma endoscopia e biópsia. Todos os filhos ajudaram a pagar e agora, a cirurgia foi adiada”, contou Vanessa. “Meu pai está muito fraco, não está conseguindo comer nada. Só consegue tomar caldo de feijão; todas as outras coisas, ele vomita. Queria que, pelo menos, ele fosse novamente avaliado”, acrescentou, preocupada.

Máquina

No caso do sogro da Maria Raquel, os próprios funcionários informaram que a máquina que realiza o exame de broncoscopia do hospital está quebrada há meses. “E ele precisa fazer esse exame com urgência, para saber se o tumor é maligno. Se for, tem que começar o tratamento imediatamente. Vamos procurar a direção do hospital porque não deram nenhuma alternativa e nós não sabemos o que fazer”, declarou.

A Direção da FCecon explicou ontem que irá apurar as denúncias relacionadas à demora de realização de exames na instituição, junto às chefias dos setores, e que lamentava qualquer constrangimento a que pacientes tenham sido submetidos.

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