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Cotidiano
ELEIÇÃO SUSPENSA

TRE-AM tenta renegociar contratos firmados para eleição suplementar

As eleições diretas custaram cerca de R$ 6,3 milhões, entre valores gastos e empenhados, dos R$ 13 milhões recebidos para a realização do pleito, que foi suspenso após decisão do ministro Ricardo Lewandowski 01/07/2017 às 05:00
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Diretor-geral do TRE, Messias Andrade, iniciou a renegociação dos contratos (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Camila Pereira Manaus (AM)

Dos contratos realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para a eleição suplementar para o governo do Amazonas, o de maior valor é referente ao apoio operacional que seria utilizado no pleito. No total são mais de R$ 3 milhões para a contratação de técnicos de manutenção de urna e técnicos de transmissão, numa parceria com o Instituto Federal de Educação do Amazonas (IFAM).  

As eleições diretas custaram cerca de R$ 6,3 milhões, entre valores gastos e empenhados, dos R$ 13 milhões recebidos para a realização do pleito, que foi suspenso após decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o diretor geral do TRE-AM, Messias Andrade, os contratos referentes ao apoio operacional sempre são o de maior valor, por se tratar profissionais especializados. Além disso, também está incluso o pagamento de diárias, deslocamento e encargos trabalhistas.

 “São aproximadamente 500 profissionais envolvidos. É um contrato realmente caro. Vamos tentar negociar para que possamos aproveitar na eleição de 2018, mas ainda não temos certeza se isso irá prosperar”, afirmou Andrade. “Esse seria o segundo pleito com o Ifam. O pleito passado foi um dos melhores na questão de manutenção das urnas”.

Entre os outros contratos de maior valor estão o de transporte de mesários para o interior, ao custo de R$ 866 mil, e a alimentação dos mesários, com R$ 706 mil.

Andrade informou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não se posicionou oficialmente sobre como proceder com os valores que foram gastos, empenhados e saldo que não foi utilizado na eleição.

“Estamos fazendo a análise de tudo, principalmente dos contratos, cada fornecedor. O processo agora é de negociação para que não tenhamos mais perdas do que já estamos tendo”, destacou.

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