Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
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TRE pede R$ 50 mil para cadastro biométrico no interior do AM

Justiça eleitoral precisa do recurso para concluir recadastramento nos municípios da Região Metropolitana



1.jpg Eleitores do Município de Itacoatiara começaram o cadastro das digitais e fotos para identificação na uma eletrônica
10/10/2013 às 08:36

ITACOATIARA (enviado especial)-  Para terminar o cronograma de recadastramento biométrico dos eleitores da Região Metropolitana de Manaus (RMM) o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) pediu mais R$ 50 mil em suplementação de orçamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A verba adicional permitirá a execução do trabalho nos municípios de Novo Airão, Manacapuru e Iranduba até o final do ano. A informação é do diretor-geral do TRE-AM Henrique Levy que ontem iniciou o recadastro no Município de Itacoatiara (a 170 quilômetros de Manaus).

Segundo estatística do TSE, referente às eleições do ano passado, com 60,1 mil eleitores distribuídos na sede e na zona rurais, Itacoatiara é o terceiro maior colégio eleitoral do interior do Amazonas, perdendo apenas para Parintins (61 mil eleitores) e Manacapuru (62 mil eleitores).

Com gasto médio de R$ 26,5 mil por município, o TRE-AM iniciará com um mês de atraso, na próxima quarta-feira, o recadastramento dos 8 mil eleitores de Novo Airão. Até a segunda quinzena de novembro, a proposta do tribunal é começar o trabalho nos municípios de Iranduba (26,9 mil eleitores) e Manacapuru. No fim de maio passado o processo de cadastro biométrico começou no Município de Presidente Figueiredo (18,2 mil eleitores) e, em junho, foi ampliado para Careiro da Várzea (15,1 mil eleitores).

Instabilidade

Ontem, o diretor-geral do TRE-AM, Henrique Levy, explicou que o atraso no recadastro dos 14 mil eleitores de Rio Preto da Eva, se deu por causa da instabilidade política do município. Desde julho, o tribunal está no município cadastrando as digitais dos eleitores.

No dia 12 de setembro, a Câmara de vereadores de Rio Preto da Eva decidiu afastar  o prefeito Luiz Ricardo de Moura Chagas (PRP) do cargo por suspeita de  irregularidades na aplicação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). No dia 21 de setembro uma  liminar (decisão rápida e transitória) do desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) Lafayette  Vieira Júnior  recolocou o prefeito no cargo.

“O trabalho do TRE-AM depende muito dos termos de cooperação firmados com as prefeituras. Em Rio Preto da Eva deu essa travada por conta dessa instabilidade, principalmente, em trazer os eleitores das zonas rurais para o recadastro”, disse Levy.


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