Publicidade
Cotidiano
FIM DO PROGRAMA

Treze unidades das Farmácias Populares deixarão de funcionar no Amazonas

Fim do programa social foi recebido com tristeza por usuários. Unidades ofertavam medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% 08/06/2017 às 10:28
Show 96666
Foto: Antonio Lima
Kelly Melo Manaus (AM)

Usuários do programa social Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, foram surpreendidos com o anúncio do fechamento das unidades próprias até agosto. No Amazonas, 13 unidades deixarão de funcionar.  Criado em 2004, o programa oferta medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% para a população.

A dona de casa Cláudia Mileide, 41, está preocupada com a mudança.  Há três anos ela sofreu um AVC e desde então precisa tomar remédios para controlar a pressão arterial. “Todo mês eu venho aqui na Farmácia Popular porque meus remédios saem de graça. Agora vou ter que desembolsar um valor que não estava previsto para comprá-los”, contou ela.

Para Cláudia, a população mais carente é quem vai sentir mais os efeitos do fechamento das unidades do programa. “Nem todo mundo tem condições de comprar remédios porque muitos deles são caros. É uma pena que esse programa acabe”, lamentou.

Em Manaus, cinco unidades serão fechadas. As outras oito estão localizadas nos municípios de Coari, Humaitá, Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Parintins, São Gabriel da Cachoeira e Tefé. Os medicamentos de maior procura são os de hipertensão, diabetes e asma.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) gerencia seis das 13 unidades do Farmácia Popular. Segundo a pasta, ainda não houve nenhum comunicado oficial do MS determinando o encerramento ou a continuidade do programa no estado. No entanto, em duas farmácias localizadas no Centro e na Compensa, na Zona Oeste, há informativos sobre o término do programa.

Ainda na unidade da Compensa, funcionários chegaram a pregar uma mensagem de “luto” em protesto ao fim do programa. Juntas, as seis unidades gerenciadas pela Susam atendem, em média, 14 mil pessoas ao mês.

A dona de casa Geny Sinando também lamentou o fim do Farmácia Popular. “Meu marido é cardiopata e sempre ele vem comprar remédios aqui, porque sai mais em conta. Infelizmente, isso vai acabar”, disse.

De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a partir de agosto, estados e municípios terão um incremento de 10% para a compra de medicamentos da atenção básica do SUS, equivalente a R$ 100 milhões por ano. A ação tem o objetivo de ampliar a oferta efetiva de insumos farmacêuticos para o tratamento de doenças como diabetes, hipertensão e asmas e, segundo ele, a medida foi só possível com a realocação de recursos que eram destinados à Rede Própria do Farmácia Popular.

Publicidade
Publicidade