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Tribunal de Contas da União faz ‘pente-fino’ em obras do setor de saúde

Auditorias terão início no segundo semestre deste ano e serão realizadas ação de cooperação entre o TCU e os TCEs 29/06/2013 às 11:02
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Presidente do TCU, ministro João Augusto Nardes anuncia ações em Manaus no encontro com presidentes dos TCEs
kleiton renzo ---

O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciará no próximo semestre uma série de auditorias em obras e convênios da área de saúde em conjunto com os Tribunais de Contas dos Estados brasileiros. As auditorias irão se somar às investigações já em andamento dos gastos públicos com educação que terá o relatório divulgado no mês de outubro.

A informação foi dada ontem pelo presidente do TCU, ministro João Augusto Ribeiro Nardes, que afirmou que as duas auditorias fazem parte de uma antecipação às exigências das manifestações que estão ocorrendo no país há duas semanas.

O presidente João Ribeiro e mais oito representantes de Tribunais de Contas que detêm a Amazônia Brasileira em seus territórios e outros representantes de mais oito países da Amazônia Legal, participaram ontem de uma reunião no TCE-AM intitulada “Bioma Amazônia” (veja boxe).

“Quando assumi a presidência do TCU chamei todos os presidentes dos Tribunais de Contas e assinamos um ato de cooperação e disso está em andamento uma auditoria na Educação. E faremos também uma auditoria sobre a saúde. São exatamente os dois temas mais reivindicados pelos protestos no Brasil”, comentou João Ribeiro.

Sem prazo para finalizar, as auditorias nas obras da Copa, de acordo com o presidente do TCU, deverão apresentar um valor maior do que os atuais R$ 650 milhões já economizados com o acompanhamento dos gastos dos estados com obras de mobilidade urbana.

“Nós temos que trabalhar preventivamente. Depois que o fato ocorreu é difícil recuperar esse dinheiro. E com essas auditorias coordenadas que faremos com saúde, educação e meio-ambiente, a ideia é consolidar o controle como uma forma de diminuir a corrupção no País”, disse João Ribeiro.

Sem comentários

Ciceroneando os convidados o presidente do TCE-AM, Érico Desterro, comentou que é preciso ter cuidado com “os interesses” que as manifestações representam. “Não falo pelo Tribunal. Falo por mim. E acho que são importantes as manifestações espontâneas e temos que ter cuidado para que elas não sejam aproveitadas por pessoas ou grupos interessados em outra coisa que não seja uma análise pela mudança do País”, comentou Desterro.

Confrontado com as declarações do procurador Ruy Marcelo (veja personagem), o presidente do TCE-AM, Érico Desterro, evitou atrito e disse que não iria comentar o caso. “Eu não vou comentar”, disse.

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