Publicidade
Cotidiano
CONTROLE

Tribunal de Contas do Amazonas completa 68 anos e meta é zerar processos antigos

Órgão também pretende auditar processos simultaneamente ao ano corrente, segundo a presidente Yara Lins 14/10/2018 às 15:47
Show tce am 0b89d1db 0a75 41a6 a6dc 6e09019e17ee
Foto: Divulgação
Suelen Gonçalves Manaus (AM)

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) completa 68 anos neste domingo (14) e mostra sua relevância como órgão fiscalizador. A presidente Yara Lins cita a transparência, seriedade e credibilidade como pilares de sua gestão e diz acreditar que o tribunal está caminhando com modernidade para vencer o que considera ser o principal desafio: acabar com os processos atrasados e auditá-los simultaneamente ao ano corrente.

Na gestão anterior, os processos em julgamento de recursos eram do ano de 2007, e agora os julgados são os de 2012, segundo a presidente. “Os processos antigos são aqueles em que as pessoas tinham dificuldade em se defender. Nós plantamos várias comissões no controle externo para que eles pudessem acelerar os trabalhos. Já estamos julgando também os de 2017/2018 e estamos com pouquíssimos processos por questão de recursos. Terminar os processos antigos e auditar concomitantemente todas as prestações de contas é o desafio da minha administração”, afirma.

A presidente vê com satisfação o resultado dos oito anos de cursos de gestão oferecidos pela Escola de Contas a prefeitos, servidores e gestores públicos do Estado. Segundo ela, a irresponsabilidade com o dinheiro público vem diminuindo e os gestores estão entendendo melhor os prejuízos causados por uma má administração.

“Eu, como amazonense, fico preocupada com nossos interiores. Alguns tratam com descaso o dinheiro público e isso só faz sofrer os moradores do interior. Os gestores deveriam ter nível superior, deveriam ter curso de gestão, de responsabilidade fiscal e acho que só deveriam se candidatar pessoas que tivessem essas noções, porque não sabem. Toda vez que elegem os prefeitos, fazemos uma espécie de seminário com os gestores para que eles possam ter noção disso, e acredito que tenha melhorado bastante, o que é um sucesso da Escola de Contas. O problema é que cada prefeito que entra tira as treinadas e colocam outras, aí tem que treinar novamente”, avalia.


A presidente do TCE-AM, Yara Lins. Foto: Márcio Silva

Uma das formas encontradas para diminuir os gastos do próprio TCE com as auditorias foi criar as prestações de contas online, feitas a partir de uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

De acordo com o secretário-geral de controle externo, Stanley Leite, enviar uma equipe de dez auditores a um município distante ficava em torno dos R$ 32 mil. Para implantar a auditoria online, o investimento foi de R$ 8 mil.

“Quando há dúvidas nos valores durante a auditoria é feito o questionamento e o gestor informa no que foi usado o dinheiro e em seguida envia o documento online para comprovar que os gastos estão de acordo”, explica o secretário.

Por enquanto, apenas os municípios de Tefé, Tabatinga e Santo Antônio do Içá fizeram as auditorias online.

Contatos

A fim de facilitar que o cidadão denuncie e verifique os trabalhos de fiscalização realizados pelo Tribunal de Contas do Estado denúncias e reclamações podem ser feitas pelo e-mail ouvidoria@tce.am.gov.br ou pelos telefones (92) 3646-8129/ 3301-8222.

TRÊS PERGUNTAS - para a presidente do TCE-AM, Yara Lins

Estamos indo para o segundo turno para eleger o governador. Qual o seu conselho para os eleitores e eleitoras?

Que o cidadão e a cidadã avaliem bem seu voto e não votem em branco ou nulo, que votem com responsabilidade. Está muito difícil do jeito que está, sem segurança, sem emprego, sem saúde. Há um descontentamento geral para que venha essa mudança, e nós é que colocamos o poder na mão deles.

Como é ser a primeira mulher a presidir o TCE nesses 68 anos?

É uma conquista para as mulheres diante de todos os tribunais, porque somos minoria como conselheiras. É fruto de muito esforço e trabalho. As mulheres fazem diferença em todo cargo que exercem. Além do cargo, sou  mãe, avó, mulher e isso realmente demanda tempo e esforço.  Entrei no TCE com 18 anos e sempre sonhei em ser conselheira e consequentemente, presidente. 

Qual o foco de sua gestão?

Sou funcionária de carreira, e meu foco também são as pessoas. É fazer com que os funcionários se sintam felizes. Começamos programas para os servidores na área de cultura, talentos, setor médico, dentário, assistência social, carretas da mulher e do homem, valorização do servidor com diploma pelo trabalho realizado. Isso tudo gera satisfação e mais vontade de trabalhar.

Publicidade
Publicidade