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Tribunal de Justiça do Amazonas abre ano judiciário com déficit de repasse em R$ 56 milhões

A abertura dos trabalhos no judiciário foi feita pela desembargadora Graça Figueiredo que demonstrou preocupação com a situação orçamentária do País e do Estado. Ela computou frustração na expectativa de repasse em 2015, com R$ 56 milhões no caixa do poder judiciário e alerta para um novo arrocho em 2016, desta vez de 31% 02/02/2016 às 14:10
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Desembargadora-presidente, Graça Figueiredo, abre oficialmente os trabalhos no poder judiciário no plenário do Tjam
Juliana Geraldo Manaus (AM)

O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) finalizou 2015 com frustração da expectativa de repasse de recursos pelo governo. De acordo com a presidente do poder judiciário, Graça Figueiredo, dos R$ 545 milhões estimados, o tribunal recebeu R$ 489 milhões, uma diferença de R$ 56 milhões.  Para 2016, a expectativa de redução de repasse é de 31%.

A informação foi dada pela desembargadora na manhã desta terça-feira, 2, durante solenidade de abertura do ano judiciário, no plenário do Tjam. De acordo com Graça Figueiredo, 2015 foi um ano de grandes desafios na área orçamentária.

“Fizemos cortes, diminuímos gastos a cada três meses para não passarmos aperto, o que só se concretizou por conta de nossas economias. Só com a folha de pagamento, nossos gastos no fim do ano passado foram de R$ 61 milhões e nosso repasse foi de R$ 38 milhões aproximadamente. O restante veio de nossos próprios recursos”, detalhou.

Concursos

Além de demonstrar preocupação com os desafios orçamentários do tribunal, a magistrada destacou algumas metas para este ano, entre elas a efetivação dos 252 servidores nomeados no último concurso público, lotados nas varas da capital.

Outros certames estão previstos como o que busca preencher 23 vagas para juízes em diversas comarcas e o que envolve a 7ª e 8ª sub- regiões, com cargos para diversos municípios, entre eles, Novo Airão, Anamã, Codajás, Manaquiri.  

“Queremos eliminar a dificuldade de em toda eleição municipal pedir ao prefeito para colocar pessoas da prefeitura para trabalhar nos cartórios. O Tjam trabalha no sentido de fazer concursos nas sub-regiões para que as pessoas do local fiquem fixadas nesses municípios”, alegou.

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