Terça-feira, 26 de Outubro de 2021
Golpe

Trio é preso suspeito de lucrar milhões com golpes de “vendas fictícias” de imóveis no Amazonas

Segundo investigação, cerca de 300 pessoas foram enganadas e prejuízo calculado até o momento é de R$ 5 milhões



WhatsApp_Image_2021-08-20_at_12.10.25_FF81F0A3-3411-4798-AB8E-17C5D19526EF.jpeg Foto: Junio Matos
20/08/2021 às 12:25

Luiz Ramon de Souza, Rose Anne de Oliveira Souza e Franciane Gomes da Silva foram presos suspeitos de aplicarem golpes imobiliários no Amazonas. As prisões ocorreram nesta sexta-feira (20). A estimativa de vítimas é de 300 e o prejuízo, de R$ 5 milhões.

Além dos três mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão domiciliar também foram cumpridos na operação, apelidada de “Nosso Lar”.

De acordo com o promotor Márcio Pereira de Mello, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Amazonas (MPAM), há vítimas que estavam pagando pelos imóveis há três anos. “As vítimas investiam todas as suas economias, buscando o sonho da casa própria e foram enganadas por essas pessoas”, disse.

Segundo o promotor, o número preciso de ludibriados ainda está sendo contabilizado.  “O Ministério Público buscará fazer com que os bens dos acusados sejam apreendidos, buscando o ressarcimento dessas vítimas”, afirmou.

Ainda conforme Mello, os suspeitos realizavam “vendas fictícias” de imóveis e o prejuízo calculado até o momento é de R$ 5 milhões. 

Segundo o delegado Marcelo Martins, as equipes de investigação coletaram documentos na sede da empresa Cooperativa Nosso Lar. “Foram apreendidos quatro veículos: uma Land Rover, um Honda, um Onix de zero quilômetro e uma caminhonete Ranger, demonstrando que esses indivíduos se aproveitavam dos valores ilícitos para comprar carros de luxo”, declarou.

Ainda conforme o delegado, não há terreno registrado como propriedade da empresa usada pelos suspeitos. “Esse crime ocorre desde 2019. Os valores [dos imóveis] são pequenos, mas variados. A vítima acredita que está fazendo um ótimo negócio. Essa é uma constante em todos os crimes de estelionato”, disse.

MODO DE AÇÃO

Segundo o MPAM, os suspeitos persuadiam os consumidores a acreditarem que rapidamente poderiam adquirir imóvel próprio, em condomínios. As vítimas passavam a contrair dívidas, porque não tinham acesso aos empreendimentos imobiliários, não viam avanços nos empreendimentos e não tinham retorno da empresa depois de efetuarem os pagamentos, ainda segundo informado pelo MPAM.

A instituição afirmou, que, segundo denúncias formuladas ao Ministério Público e Delegacia do Consumidor, os acusados publicavam anúncios de vendas de imóveis por meio da Cooperativa Habitacional Nosso Lar, em redes sociais e TV.

A instituição afirmou que a investigação continua em andamento e aponta para a existência de centenas de vítimas no Estado do Amazonas.

PRISÕES

O Ministério Público informou que a decretação das prisões visou cessar a atividade criminosa e evitar a fuga dos acusados, além de assegurar medidas assecuratórias que visam ressarcir os prejuízos das vítimas.

De acordo com o Ministério Público, os suspeitos cometeram os crimes de: estelionato (Art. 171 do CP), crime contra relação de consumo (Art. 7, VII, da Lei 8.137/90), crime contra a economia popular (Arts. 2° e 3° da Lei 1.521/51), afirmação falsa ou enganosa (Art. 66 do CDC), publicidade enganosa (Art. 67 do CDC), lavagem de dinheiro (art. 1º, § 1º, I e II, e § 2º, I e II da Lei 9.613/98), e organização criminosa.

Os procedimentos públicos continuam.



News 6bf8d194 12ee 4a6c 8ab8 29658d0c6750 e69fe602 b00d 41db b967 4526a2cde395
Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.