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Cotidiano
DECLARAÇÃO

Trump diz a defensores de armas nos EUA que eles têm um "amigo" na Casa Branca

O presidente ainda prometeu que jamais agirá contra o direito ao porte de armas, pois acredita que a liberdade não é um presente do governo, mas sim de Deus 28/04/2017 às 20:44
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(Foto: Agência Brasil)
Agência EFE Atlanta (EUA)

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assegurou nesta sexta-feira (28) a integrantes da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) que eles têm um "amigo" na Casa Branca e prometeu que jamais agirá contra o direito ao porte de armas. A NRA é o maior grupo de pressão favorável à posse de armas no país. As informações são da Agência EFE.

"O ataque dos últimos oito anos contra os seus direitos, protegidos pela Segunda Emenda (da Constituição dos EUA), chegou a um final surpreendente. Vocês têm agora um amigo na Casa Branca", afirmou Trump em discurso na convenção anual da NRA em Atlanta, no estado da Geórgia.

"Eu lhes prometo que, como presidente, jamais vou interferir no direito das pessoas de possuir e portar armas. A liberdade não é um presente do governo, é um presente de Deus", acrescentou Trump. Ele é o primeiro presidente a discursar na reunião anual da NRA desde Ronald Reagan, em 1983, um fato que Trump destacou com orgulho, enquanto lembrava o apoio público que recebeu da NRA durante a campanha eleitoral do ano passado.

"Vocês me apoiaram, e eu vou apoiá-los agora", disse o presidente, que neste sábado (29) completa 100 dias no poder. Trump pediu aos presentes que se mantenham "atentos" àqueles que querem atacar o direito de portar armas. "Quando alguém proíbe as armas, [o resultado é que] apenas os criminosos estarão armados", disse Trump, ao ressaltar que "a propriedade responsável de armas salva vidas". Trump lembrou que, além disso, seu governo "agiu rapidamente para restaurar algo que importa muito aos proprietários de armas: a aplicação da lei", mediante apoio claro aos policiais e agentes da ordem.

MS-13

O presidente dos EUA destacou, em particular, a política de tolerância zero declarada ao grupo Mara Salvatrucha (MS-13), uma organização criminosa que surgiu nas ruas de Los Angeles, na Califórnia, e que ganhou força na América Central, especialmente em El Salvador. "Sabem o que é a MS-13, não? As coisas já não são agradáveis para eles. Vamos tirá-los daqui, não é verdade? Fora daqui", disse Trump.

A posição do presidente na questão do porte contrasta com a política adotada no governo Barack Obama, que afirmou, em várias ocasiões, que uma de suas maiores frustrações era não ter conseguido fazer nada para evitar a morte de inocentes em episódios violentos envolvendo massacres com armas de fogo que ocorrem com regularidade nos EUA.

Obama promoveu, em 2013, medidas para o controle de armas, mas o Congresso sequer aprovou a iniciativa que gerava mais consenso no país, a verificação de antecedentes dos compradores, devido, em parte, à grande influência política da NRA.

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